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A UE autoriza os órgãos reguladores a bloquear plataformas de criptomoedas de países terceiros

O 21º pacote de sanções da União Europeia contra a Rússia, aprovado em 23 de julho, além de apertar o cerco à rede de stablecoins ligadas ao rublo russo e às instituições que a viabilizam, também introduz a possibilidade de proibir transações com criptomoedas com países que auxiliem a Rússia a contornar as restrições impostas.

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A UE autoriza os órgãos reguladores a bloquear plataformas de criptomoedas de países terceiros

Pontos principais

  • A UE aprovou seu 21º pacote de sanções, estendendo as proibições de transações a 14 plataformas offshore de criptomoedas.
  • Novas regras proíbem russos e bielorrussos de possuir ou ocupar cargos em provedores de criptomoedas MiCA sediados na UE.
  • Uma nova disposição permite que a UE imponha proibições gerais de transações de criptomoedas a países que auxiliem a Rússia a contornar as restrições.

21º Pacote de Sanções da UE contra a Rússia Amplia o Escopo das Restrições às Criptomoedas

A UE tomou medidas para ampliar o escopo de suas sanções relacionadas a criptomoedas contra a Rússia, possibilitando bloqueios em nível nacional que simplificariam a ação contra corretoras em países que sistematicamente permitem que cidadãos russos evitem as sanções impostas por meio de ativos em criptomoedas.

No novo 21º pacote de sanções contra a Rússia, aprovado em 23 de julho, a UE acrescentou quatro designações relacionadas à rede A7 do rublo russo, também visada pelo governo do Reino Unido em maio. As novas disposições da UE cortam seus laços com instituições sediadas na África, adicionando proibições de transações a 14 plataformas de serviços de criptomoedas na Geórgia, no Panamá, nos Emirados Árabes Unidos, nas Ilhas Marshall, no Quirguistão e na Bielorrússia.

Essas adições seguem medidas abrangentes implementadas no pacote de sanções anterior, que visava todo o setor de criptomoedas russo.

Mas, além dessas, duas novas disposições buscam impedir que os russos utilizem criptomoedas para apoiar o esforço de guerra. A primeira, que entra em vigor em 25 de agosto, amplia a proibição de que russos e bielorrussos possuam, controlem ou ocupem cargos em prestadores de serviços de criptomoedas sediados na UE.

Essas restrições, incluídas pela primeira vez em 18 de janeiro de 2024, agora se aplicam a quaisquer outros serviços de criptoativos descritos nos regulamentos do Mercado de Criptoativos (MiCA), incluindo serviços de consultoria, gestão de portfólio e transferência em nome de clientes, conforme descrito no Artigo 5b do Regulamento do Conselho (UE) 2026/1848, de 23 de julho de 2026, que altera o Regulamento (UE) n.º 833/2014.

A segunda disposição estabelece uma proibição de transações com criptoativos em países inteiros nos quais os prestadores de serviços não cumpram essas sanções, conferindo a elas caráter extraterritorial.

O Artigo 5bc do Regulamento 833/2014 alterado estabelece que “é proibido realizar, direta ou indiretamente, qualquer transação com uma pessoa jurídica, entidade ou órgão que seja uma entidade prestadora de serviços de criptoativos ou uma plataforma que permita a troca ou transferência de criptoativos e esteja estabelecida em um país terceiro”.

Além disso, os regulamentos especificam que essa lista de países, atualmente vazia, “deverá incluir apenas países terceiros que tenham sido identificados pelo Conselho como tendo falhado de forma sistemática e persistente em impedir a prestação de serviços de criptoativos ou em impedir que plataformas realizem a troca ou transferência de criptoativos”.

Para Nick Turner, especialista em sanções econômicas, essa mudança significa que a UE está se inclinando para as sanções secundárias após um longo histórico de oposição a elas. Ele também ressaltou que isso pode causar conflitos jurídicos em jurisdições onde a regulamentação entra em conflito com as sanções da UE.

“De acordo com o novo Artigo 5bc, os órgãos reguladores de um país são responsabilizados por não impedirem atividades sancionadas pela UE, independentemente das próprias leis do país”, destacou ele. Turner acredita que essa medida será usada inicialmente como alavanca diplomática, explicando que era “difícil dizer” se algum país seria diretamente afetado por essas medidas.

Este artigo foi traduzido do inglês usando IA. A versão original em inglês é a fonte autorizada; traduções automáticas podem conter imprecisões, especialmente em terminologia jurídica e regulatória.

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