Órgãos reguladores financeiros europeus alertam que criminosos estão se aproveitando dessa transição do mercado para roubar fundos. Os fraudadores estão se passando por reguladores oficiais ou corretoras licenciadas para induzir os usuários a enviar ativos para sites fraudulentos.
A reformulação da MiCA da UE permite que golpistas do mundo das criptomoedas tenham como alvo os usuários

Pontos principais
- Os golpistas passaram a ter como alvo usuários de criptomoedas após o prazo final da MiCA, estabelecido pela ESMA para 1º de julho, fingindo ser reguladores e corretoras.
- Mais de 1.700 plataformas não licenciadas correm o risco de serem fechadas, enquanto a Coinbase e outras 322 obtiveram licenças MiCA.
- A AMF da França está evitando prazos apertados para dar tempo aos usuários de escolherem uma das 323 corretoras licenciadas.
Centenas de empresas forçadas a fechar
Órgãos reguladores europeus afirmam que criminosos estão se aproveitando da confusão causada pelas novas regras da UE para criptomoedas, se passando por corretoras e órgãos de fiscalização para roubar fundos de clientes. Autoridades de vários Estados-membros relatam um aumento nas tentativas de fraude desde 1º de julho, data-limite para que as empresas de criptomoedas obtivessem licenças de acordo com o Regulamento dos Mercados de Criptoativos (MiCA) da União Europeia.
De acordo com o Financial Times, as empresas que não conseguiram obter a aprovação devem agora interromper suas operações e orientar os clientes a transferir seus ativos, criando uma brecha para golpistas que se passam por autoridades legítimas.
“Este momento representa uma oportunidade ainda maior do que o habitual para os golpistas”, afirmou Stéphane Pontoizeau, diretor executivo da Autorité des Marchés Financiers (AMF) da França. Ele disse que o órgão regulador já identificou casos em que criminosos se passam por funcionários da AMF ou por corretoras licenciadas e orientam os clientes a transferir ativos para sites fraudulentos.
Centenas de empresas que antes operavam sob regras nacionais foram forçadas a encerrar suas atividades ou sair da UE. A Autoridade Europeia dos Valores Mobiliários e dos Mercados (ESMA) lista 323 empresas que obtiveram licenças MiCA, enquanto a provedora de dados VASPnet estima que mais de 1.700 empresas não licenciadas devem encerrar suas atividades.
Grandes corretoras, incluindo Coinbase, Kraken e OKX, obtiveram aprovação, enquanto a Binance, a maior plataforma de negociação de criptomoedas do mundo, ainda não a obteve.
A ESMA afirmou estar ciente de tentativas de uso indevido de seu logotipo e identidade, incluindo documentos falsificados, para promover golpes.
A Autoriteit Financiële Markten, da Holanda, afirmou que os golpistas podem ter como alvo clientes que estejam procurando novos provedores licenciados. O órgão regulador instou os negociantes a verificarem as informações por meio de canais oficiais e a evitarem transferências de fundos quando forem contatados por terceiros desconhecidos.
Tom Keatinge, diretor fundador do Centro de Finanças e Segurança do Royal United Services Institute, afirmou que a incerteza regulatória frequentemente cria “uma oportunidade ideal para fraudadores”, especialmente porque os clientes enfrentam as perturbações causadas pelo fechamento de provedores de carteiras.
Alguns países da UE teriam recebido uma onda de pedidos de licença de última hora, levantando questões sobre até que ponto os órgãos reguladores nacionais podem agir de forma enérgica contra golpes e operadores não licenciados.
Para reduzir o pânico, a AMF evitou impor um prazo rígido de encerramento às empresas não licenciadas. Pontoizeau afirmou que o órgão regulador deseja que os clientes dediquem tempo para escolher cuidadosamente um novo provedor, em vez de tomarem decisões precipitadas que possam expô-los a fraudes.
A AMF informou que alertará as autoridades policiais quando identificar criminosos se passando por reguladores ou empresas licenciadas. As autoridades holandesas, da mesma forma, alertaram os investidores para que sejam cautelosos e se baseiem em informações disponíveis publicamente em caso de dúvida.
Este artigo foi traduzido do inglês usando IA. A versão original em inglês é a fonte autorizada; traduções automáticas podem conter imprecisões, especialmente em terminologia jurídica e regulatória.












