O CEO da Coinbase, Brian Armstrong, refutou no domingo os temores de que os mineradores que estão migrando para a inteligência artificial (IA) representem uma ameaça ao bitcoin, argumentando que o ajuste de dificuldade embutido na rede mantém o fluxo de blocos, independentemente da quantidade de poder de hash que seja retirada.
Brian Armstrong, CEO da Coinbase: O poder de hash não determina o preço do Bitcoin

Pontos principais
- Brian Armstrong afirmou, em 20 de julho, que a perda de poder de hash do Bitcoin não determina seu preço, citando o ajuste de dificuldade da moeda como seu principal argumento.
- A dificuldade do bitcoin caiu 5%, para 127,17 trilhões, em 11 de julho, após o hashrate ter caído 7,9%, para 908 EH/s, em dez dias.
- Armstrong considerou US$ 60.000 o piso em junho; 56,3% dos cerca de 27.000 participantes da enquete discordaram em 14 de julho.
O Argumento
Armstrong apresentou seus argumentos em uma postagem no X, entrando em um debate que se acirrou no mesmo dia, depois que o investidor bilionário Chamath Palihapitiya argumentou que os otimistas do bitcoin enfrentam dois problemas: a liquidez especulativa migrando para os mercados de previsão e de ações, e a energia de mineração valer mais se redirecionada para a IA.
“Argumento interessante. O primeiro parece temporário. O segundo, mais duradouro”, começou Armstrong, antes de rejeitar a conclusão, escrevendo:
“Mas o poder de hash ou a energia destinada à mineração de bitcoin não determinam seu preço (a dificuldade da rede se ajusta caso os mineradores saiam do ar, para manter o mesmo ritmo de mineração de blocos).”
A troca de opiniões ocorre em um momento delicado para o setor de mineração, já que analistas têm descrito que os mineradores estão abandonando a rede em favor de contratos de IA e computação de alto desempenho, reaproveitando a infraestrutura de energia e refrigeração originalmente construída para plataformas de mineração.
Como funciona o reajuste de dificuldade
O argumento técnico de Armstrong se baseia em um dos mecanismos mais antigos da rede Bitcoin, em que, aproximadamente a cada duas semanas, o protocolo reajusta o nível de dificuldade para encontrar um novo bloco, de modo que os blocos continuem chegando a cada dez minutos, independentemente de quantas máquinas estejam competindo. Quando os mineradores se desconectam, o quebra-cabeça fica mais fácil; quando eles entram em massa, fica mais difícil.
Esse mecanismo acabou de agir a favor dos mineradores, com o Bitcoin.com News informando recentemente que a dificuldade da rede caiu 5%, para 127,17 trilhões, em 11 de julho — seu 14º reajuste de 2026 (após a taxa de hash ter caído 7,9% em dez dias, para 908 EH/s). O reajuste elevou o hashprice — uma medida da receita dos mineradores por unidade de poder de computação — em 12,5%, para US$ 31,1 por PH/s, embora ele permaneça 37,2% abaixo de seu pico de outubro de 2025.
Em outras palavras, o sistema absorveu o êxodo exatamente como foi projetado, ou seja, menos máquinas, cálculos mais fáceis e economia mais estável para os mineradores que permaneceram. O que o ajuste não pode fazer, como os críticos de Armstrong podem observar, é criar demanda, e é por isso que ele argumenta que o preço é determinado em outro lugar.
As previsões de fundo do poço continuam
Em junho, Armstrong declarou que US$ 60.000 era o fundo do poço para o bitcoin e tem se descrito repetidamente como “tão otimista quanto sempre em relação ao bitcoin e ainda com posições compradas — como sempre”, incentivando os investidores a avaliar o ativo ao longo de ciclos completos, em vez de quedas isoladas.
Seu próprio público não está totalmente convencido, pois quando Armstrong perguntou aos seguidores, em 14 de julho, se o fundo do poço já havia sido atingido, 56,3% dos cerca de 27.000 entrevistados responderam que não. De qualquer forma, o próximo ajuste de dificuldade, previsto para os próximos dias, oferecerá uma nova perspectiva sobre se o êxodo dos mineradores está se estabilizando e se a meta de US$ 60.000 de Armstrong resistirá ao teste.
Este artigo foi traduzido do inglês usando IA. A versão original em inglês é a fonte autorizada; traduções automáticas podem conter imprecisões, especialmente em terminologia jurídica e regulatória.
















