Hoje faz doze anos que o criptógrafo Hal Finney faleceu após uma batalha de cinco anos contra a ELA, seis anos depois de se tornar a primeira pessoa no mundo a receber uma transação de bitcoin. Sua história continua sendo um dos episódios mais curiosos e humanos da trajetória do Bitcoin.
12 anos depois, o Bitcoin relembra o homem que chegou lá primeiro

Pontos principais
- O criptógrafo Hal Finney faleceu em 28 de agosto de 2014, após uma batalha de cinco anos contra a ELA.
- Os 10 BTC que Satoshi Nakamoto lhe enviou em janeiro de 2009 valeriam mais de US$ 800.000 hoje.
- Teorias que ligam Finney à verdadeira identidade de Satoshi Nakamoto ainda circulam 12 anos após sua morte.
Uma assinatura antes de o Bitcoin ter um preço
Antes que o bitcoin tivesse um valor tão alto, ele teve seu primeiro destinatário de verdade. Em 12 de janeiro de 2009, Finney se tornou a primeira pessoa a receber uma transação de bitcoin, quando Satoshi Nakamoto lhe enviou 10 BTC no que hoje é reconhecido como o momento em que o dinheiro digital saiu do quadro branco e se tornou uma rede funcional.
Dito isso, Finney não era um mero espectador que teve sorte, mas um veterano da tecnologia que já havia passado décadas desenvolvendo as ferramentas nas quais o Bitcoin acabaria se baseando. No início da década de 1990, ele era uma voz ativa em várias listas de discussão do movimento cypherpunk, a mesma comunidade de programadores e defensores da privacidade cujas ideias alimentaram o projeto do Bitcoin.
Mais tarde, ele se tornou o segundo funcionário contratado por Phil Zimmermann na PGP Corporation, a empresa por trás do software de criptografia Pretty Good Privacy (PGP), e trabalhou lá como um colaborador-chave até sua aposentadoria em 2011.
Além disso, em 2004, anos antes da existência do Bitcoin, Finney criou o Reusable Proofs of Work (RPoW), um dos primeiros protótipos de criptomoeda baseado no Hashcash que comprovou conceitos que o Bitcoin viria a formalizar posteriormente.
Uma luta da qual ele não se afastou
Finney divulgou publicamente seu diagnóstico de esclerose lateral amiotrófica (ELA) em outubro de 2009, menos de um ano após receber aquela primeira transação em bitcoin. A doença é progressiva e ataca as células nervosas que controlam os movimentos musculares.
Finney escreveu, em março de 2013, que havia ficado “praticamente paralisado”, mas continuou se envolvendo com a comunidade inicial do Bitcoin mesmo durante os estágios avançados da doença. Quando foi declarado legalmente morto em 28 de agosto de 2014, em Phoenix, Arizona, aos 58 anos, sua família deu andamento aos procedimentos de criopreservação com a Alcor Life Extension Foundation, que haviam sido combinados anos antes.
A questão de Satoshi que não desaparece
A proximidade de Finney com a criação do Bitcoin, aliada à sua formação em criptografia e ao diploma de engenharia pelo Caltech, alimentou anos de especulações de que ele seria o próprio Satoshi Nakamoto ou que teria trabalhado em estreita colaboração com quem quer que fosse.
O Bitcoin.com News já apresentou anteriormente os diversos fatos que apontam para Hal Finney como sendo Satoshi, uma análise interna das evidências circunstanciais que ainda são revisadas toda vez que a questão da identidade volta à tona. Finney sempre negou ser o criador do Bitcoin, e nenhuma evidência comprovada resolveu a questão de forma definitiva.
O que dez bitcoins se tornaram
O aniversário ocorre em um momento marcante para o ativo que Finney ajudou a criar. O preço do Bitcoin ultrapassou US$ 80.000 pela primeira vez desde maio, em 25 de agosto, registrando um ganho de aproximadamente 28% em oito dias e atingindo brevemente uma alta intradiária acima de US$ 81.000.
Nessa faixa de preço, os 10 BTC que Finney recebeu de Satoshi Nakamoto em janeiro de 2009 valeriam hoje cerca de US$ 805.000, um valor que teria soado absurdo para quase todos os presentes na sala quando a transação foi realizada pela primeira vez.
Finney nunca chegou a ver o preço do bitcoin atingir nem mesmo uma pequena fração do valor em que é negociado atualmente. Mas as ferramentas que ele criou, as questões que sua vida ainda levanta sobre as origens do Bitcoin e o fato de que seu nome continua sendo a resposta para “quem recebeu o primeiro bitcoin” significam que sua marca na rede não se desvaneceu com o tempo.
Doze anos depois, é exatamente disso que as pessoas ainda se lembram ao acessarem a rede hoje.
Este artigo foi traduzido do inglês usando IA. A versão original em inglês é a fonte autorizada; traduções automáticas podem conter imprecisões, especialmente em terminologia jurídica e regulatória.












