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Bitso: Stablecoins representam 40% das compras de criptomoedas na América Latina

Em seu mais recente relatório “Crypto Landscape in Latin America 2025”, a Bitso constatou que 40% de todas as compras de criptomoedas na região envolveram ativos atrelados ao dólar, como USDT e USDC. Mesmo assim, o Bitcoin continua sendo o ativo mais detido, representando 52% de todas as carteiras.

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Bitso: Stablecoins representam 40% das compras de criptomoedas na América Latina

Principais conclusões:

  • O relatório de 2025 da Bitso revela que stablecoins como o USDC impulsionaram quase 40% das compras de criptomoedas em toda a América Latina.
  • Destacando uma mudança em direção à estabilidade, o USDC e o USDT agora representam mais de 70% de todas as criptomoedas compradas na Argentina.
  • Daqui para frente, os usuários da América Latina continuarão usando stablecoins para pagamentos, mantendo 52% dos fundos em BTC.

Relatório da Bitso revela a preferência da América Latina por stablecoins

A Bitso, uma das maiores prestadoras de serviços de criptomoedas da América Latina, divulgou seu relatório “2025 Crypto Landscape in Latin America”, ressaltando o papel fundamental das stablecoins na região.

O relatório, que analisou dados de quase 10 milhões de clientes em mercados-chave, incluindo Argentina, Brasil, Colômbia e México, constatou que quase 40% de todas as compras em 2025 envolveram ativos atrelados ao dólar, como USDT e USDC.

A participação do USDC nas compras (23%) superou a do Bitcoin (18%) e do USDT (16%), o que a corretora interpretou como um sinal de que seus clientes estão agora priorizando a estabilidade financeira e a liquidez em detrimento de estratégias de curto prazo.

Bitso: Stablecoins Hit 40% of Latam Crypto Buys

Essa dinâmica se repete em todos os países, com variações. Na Argentina, o domínio do dólar é grande, com USDC e USDT somando mais de 70% de todas as criptomoedas compradas. Por outro lado, o Brasil é o mercado mais equilibrado, onde as stablecoins atingiram 34% de todas as compras, enquanto o bitcoin ficou em 22%. Colômbia e México ficam no meio.

De acordo com a Bitso, essas descobertas refletem “uma mudança estrutural na forma como as criptomoedas estão sendo utilizadas na região: menos como um instrumento especulativo e cada vez mais como infraestrutura financeira para poupança, pagamentos e transferência de valor internacional”.

A prevalência das stablecoins indica que a América Latina não está adotando essas moedas devido à descentralização que elas oferecem ou à inovação, mas para ter acesso a uma moeda estável de maneira confiável, algo que os sistemas tradicionais não conseguem oferecer.

Mesmo assim, o bitcoin continua sendo uma âncora para os detentores de criptomoedas na região, já que representa 52% de todas as carteiras da região. A ligeira variação nesse indicador, com queda de apenas 1% em relação ao ano anterior, indica a solidez da principal criptomoeda para os detentores da América Latina, definindo uma tendência que se concentra nas stablecoins como meio de pagamento e no bitcoin como reserva de valor para contrariar a situação econômica conturbada da região.

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