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A Pantera Capital lidera rodada de captação de US$ 52,5 milhões da World Foundation em meio à aceleração da corrida pela identidade baseada em IA

A World Foundation arrecadou US$ 52,5 milhões por meio de uma venda restrita de seu token WLD, recursos que serão destinados à expansão das ferramentas de verificação do World ID, à medida que agentes de inteligência artificial e deepfakes se disseminam pela internet.

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A Pantera Capital lidera rodada de captação de US$ 52,5 milhões da World Foundation em meio à aceleração da corrida pela identidade baseada em IA

Pontos principais

  • A Pantera Capital liderou uma captação de US$ 52,5 milhões em WLD bloqueados para a World Foundation em 24 de julho de 2026.
  • A Eightco Holdings e a Bain Capital Crypto aderiram à iniciativa, enquanto as verificações do Orb ultrapassaram 18 milhões de usuários.
  • O World ID 4.0 tem como alvo agentes de IA e empresas, enquanto a taxa de emissão diária do WLD caiu 43%.

A organização sem fins lucrativos por trás do protocolo World, apoiada pelo CEO da OpenAI, Sam Altman, anunciou a nova rodada de financiamento em 24 de julho de 2026, exatamente três anos após o lançamento da rede em produção. A Pantera Capital liderou a rodada. A Bain Capital Crypto, a Eightco Holdings, a Selini Capital e a Susquehanna Crypto também participaram.

Cada token vendido está sujeito a um período de bloqueio de 12 meses. A World Foundation informou que a venda consistiu em uma compra direta de WLD a preço de mercado, sem que nenhum token fosse vendido em bolsas públicas.

Para onde vai o dinheiro

Os recursos serão destinados à expansão do World ID para empresas, usuários individuais e agentes de inteligência artificial (IA). A fundação está mudando seu foco da construção da rede para sua integração nas plataformas que as pessoas já utilizam.

Os tokens não conferem participação acionária, direitos de lucro ou participação na Tools for Humanity, a empresa com fins lucrativos que desenvolve o hardware e o software do projeto. O período de bloqueio limita a quantidade de nova oferta que pode chegar ao mercado no curto prazo.

Dados on-chain sugeriram que a venda envolveu cerca de 217 milhões de WLD a cerca de US$ 0,24 por token, um desconto em relação ao preço de mercado de aproximadamente US$ 0,37 na época. A fundação descreveu o negócio como realizado a preço de mercado.

Uma base crescente de investidores

A captação segue-se a uma venda privada de US$ 135 milhões em maio de 2025, que contou com a participação da A16z e da Bain Capital Crypto. Somado ao financiamento anterior, o capital acumulado levantado pelo projeto agora se situa em cerca de US$ 492,5 milhões.

A Eightco Holdings já detém cerca de 283 milhões de tokens WLD, o que representa quase 8% da oferta em circulação, após levantar capital para uma estratégia dedicada ao tesouro de WLD. Tom Lee, membro do conselho da Eightco, afirmou que a tecnologia da World está entre as ferramentas mais importantes para verificar a interação humana online. A Bitmine, empresa de tesouraria de ativos digitais (DAT) de Lee, também detém uma participação nas ações da Eightco.

Cosmo Jiang, sócio geral da Pantera Capital, associou o investimento ao avanço da IA. Ele afirmou que a necessidade de comprovação de verificação humana está se tornando cada vez mais evidente à medida que cresce a adoção da tecnologia pelas empresas.

Como o sistema funciona

Os usuários verificam sua identidade em um Orb físico, um dispositivo que escaneia a íris e converte os dados em um código no próprio dispositivo. Ferramentas criptográficas geram, então, uma credencial World ID armazenada no celular do usuário. Os aplicativos podem verificar se alguém possui uma identificação verificada sem saber seu nome ou localização.

O World ID 4.0, lançado este ano, adiciona suporte para implantações em escala empresarial e permite que desenvolvedores criem suas próprias credenciais usando provas de conhecimento zero. Zoom, Docusign, Okta, Vercel e Tinder adicionaram ou anunciaram integrações com o sistema.

Crescimento da rede

Mais de 39 milhões de pessoas aderiram à World Network. A World afirma que mais de 18 milhões concluíram a verificação Orb, e a rede já processou mais de 475 milhões de provas do World ID desde o lançamento.

Isso representa um crescimento em relação a maio de 2025, quando a rede contava com cerca de 26 milhões de usuários e 12,5 milhões de pessoas verificadas. O projeto também atraiu o escrutínio regulatório na Espanha, no Quênia, no Brasil, na Indonésia, na Coreia do Sul, em Hong Kong e nas Filipinas em relação à coleta de dados biométricos e ao consentimento.

O anúncio de 24 de julho também coincidiu com uma redução programada de 43% na taxa de emissão diária do WLD. Essa redução, aliada ao novo capital bloqueado, diminui a pressão de curto prazo sobre a oferta em circulação.

A controvérsia da World

Ao mesmo tempo, o Ministério Público de São Paulo afirma que a Tools for Humanity coletou imagens da íris de mais de 400 mil pessoas, oferecendo entre R$ 300 e R$ 700 em estandes próximos a estações de metrô e em bairros de baixa renda. Autoridades de São Paulo argumentam que a empresa continuou pagando aos participantes mesmo depois que a autoridade de proteção de dados do Brasil determinou a suspensão desses incentivos em 2025. Uma ação judicial movida recentemente busca bloquear permanentemente a coleta biométrica remunerada, forçar a exclusão dos dados e impor uma indenização de R$ 240 milhões.

A disputa reflete batalhas jurídicas no Quênia, na Espanha, em Portugal e na Alemanha, onde os órgãos reguladores têm lidado com a mesma questão: o consentimento pode ser verdadeiramente voluntário quando as pessoas são pagas para fornecer informações biométricas permanentes? A World sustenta que seu sistema criptográfico torna anônima a identidade digital resultante, mas esse argumento pouco contribuiu para acalmar o debate mais amplo.

O que vem a seguir

A World Foundation opera como uma organização independente sem fins lucrativos sediada nas Ilhas Cayman, separada da Tools for Humanity. Sam Altman cofundou o projeto World em 2019 ao lado de Max Novendstern e Alex Blania. A World Foundation busca a sustentabilidade de longo prazo por meio de taxas de protocolo pagas por aplicativos, em vez de usuários individuais.

Estimativas do setor, feitas por empresas como a McKinsey e a Bain, apontam para trilhões de dólares em comércio autônomo no futuro, grande parte mediado por sistemas de IA agindo em nome das pessoas. Essa mudança está levando as plataformas a buscar maneiras de confirmar se há uma pessoa real por trás de uma conta ou transação.

O WLD era negociado a cerca de US$ 0,33 por moeda, com uma capitalização de mercado de aproximadamente US$ 1,3 bilhão no domingo, 26 de julho de 2026, após o anúncio desta semana. Se a aposta vai dar certo depende da adoção contínua por parte das empresas, dos resultados regulatórios e do número de desenvolvedores que criarem soluções com base no World ID 4.0.

Este artigo foi traduzido do inglês usando IA. A versão original em inglês é a fonte autorizada; traduções automáticas podem conter imprecisões, especialmente em terminologia jurídica e regulatória.

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