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Empresa de remessas da Trezor expõe 13.689 clientes do setor de criptomoedas a golpes

A Trezor afirma que uma violação de segurança na empresa de logística Shipmonk expôs dados pessoais de pedidos de cerca de 13.689 clientes recentes, aumentando o risco de golpes direcionados, mas sem comprometer as carteiras de hardware da empresa.

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Empresa de remessas da Trezor expõe 13.689 clientes do setor de criptomoedas a golpes

Pontos principais

  • A Trezor afirma que a Shipmonk expôs dados de cerca de 13.689 clientes recentes.
  • Os dispositivos da Trezor permanecem seguros, mas os riscos de phishing aumentaram após a violação ocorrida em 10 de agosto.
  • A Trezor tem como meta oferecer o serviço “Anonymous Delivery” para a União Europeia até setembro de 2026.

De acordo com a atualização de segurança da empresa, os clientes afetados receberam pedidos nos Estados Unidos, no Reino Unido, na Suécia, na Colômbia, no Brasil, na Itália ou em Portugal durante os 90 dias anteriores a 8 de agosto, informou a Trezor. A fabricante de carteiras de hardware informou que a Shipmonk a notificou sobre um acesso não autorizado aos sistemas que armazenam dados de clientes em 10 de agosto.

A Trezor informou que os nomes completos, endereços de e-mail, números de telefone e endereços de entrega de 11.742 clientes foram expostos. Outros 1.947 tiveram informações parciais expostas: nomes, cidades e endereços de e-mail.

Uma carteira de hardware é um dispositivo físico projetado para manter offline as credenciais privadas usadas para controlar criptomoedas. Essas credenciais, frequentemente chamadas de chaves privadas, não foram expostas neste incidente. “Todos os clientes afetados foram contatados separadamente por e-mail. Nossos sistemas e dispositivos permanecem seguros, mas os clientes afetados podem enfrentar um aumento nas tentativas de phishing”, explicou a Trezor no X.

O risco imediato é a falsificação de identidade

A preocupação mais imediata é o phishing, uma tática fraudulenta na qual criminosos se passam por empresas confiáveis, bancos ou outros serviços para induzir as pessoas a fornecerem informações confidenciais.

“Os golpistas podem usar as informações vazadas para enviar e-mails falsos, fazer ligações falsas, enviar cartas fraudulentas ou, potencialmente, se passar por bancos, corretoras de criptomoedas ou até mesmo pela Trezor”, afirmou a empresa em seu comunicado aos clientes.

Esse risco é especialmente grave para proprietários de carteiras de hardware, pois os criminosos podem tentar obter um backup da carteira, também conhecido como frase de recuperação. Uma frase de recuperação permite restaurar o acesso a uma carteira de criptomoedas, o que significa que qualquer pessoa que a obtenha poderá se apropriar dos fundos nela contidos.

A Trezor alertou os clientes para nunca inserirem o backup de uma carteira em um site nem compartilhá-lo com ninguém. Também aconselhou as pessoas a tratarem com desconfiança mensagens que exijam ação urgente ou informações pessoais e a verificarem as comunicações por meio dos canais oficiais da Trezor.

Um parceiro de remessa detinha os dados

A Shipmonk é uma empresa de logística que armazena produtos e envia pedidos aos compradores. A Trezor informou que esse tipo de parceiro precisa de informações básicas de entrega, incluindo nome, endereço, número de telefone e endereço de e-mail do destinatário.

A Trezor enfatizou que seus próprios sistemas, produtos e serviços não foram comprometidos. “Os dispositivos da Trezor permanecem totalmente seguros e protegidos”, afirmou a empresa, acrescentando que as operações normais continuam.

A empresa afirmou que sua política de retenção de 90 dias limitou a violação. A Trezor exige que os parceiros de logística excluam ou tornem anônimos os dados dos pedidos dos clientes 90 dias após a entrega, uma vez que o período necessário para entrega, devoluções, reembolsos e substituições tenha decorrido.

“O único impacto real é que os clientes afetados podem receber mais tentativas de phishing por e-mail, telefone ou correio”, revelou a Trezor. A empresa informou que os clientes afetados foram contatados diretamente pelo endereço help@trezor.io e que as pessoas que não receberam esse aviso não foram afetadas.

O setor de carteiras de hardware já passou por isso antes

O incidente não é a primeira violação de dados de clientes relacionada a um fabricante de carteiras de hardware. A Ledger, outra grande fabricante, sofreu uma violação envolvendo seu banco de dados de comércio eletrônico e marketing em 2020.

Esse incidente expôs cerca de 1 milhão de endereços de e-mail e, posteriormente, cerca de 272 mil registros mais detalhados de clientes, incluindo nomes, endereços postais, números de telefone e produtos encomendados.

O episódio da Ledger mostrou por que informações pessoais vinculadas à posse de criptomoedas podem ser valiosas para criminosos, mesmo quando a tecnologia da carteira em si permanece segura. Isso pode ajudar golpistas a criar mensagens convincentes direcionadas a um cliente conhecido. A Trezor explicou na quinta-feira que está trabalhando em um método de envio mais privado.

A empresa declarou:

“No momento, estamos trabalhando em uma opção de Entrega Anônima, que pretendemos ter pronta até setembro para a União Europeia e até o final do ano para os Estados Unidos. Isso oferece a você uma maneira mais segura de encomendar carteiras de hardware sem vincular a compra ao seu endereço residencial ou à sua identidade real.”

A Trezor revelou ainda que a Shipmonk protegeu e reforçou os sistemas afetados enquanto a investigação continua. Os clientes devem ficar atentos a novas atualizações, e a Trezor planeja introduzir a Entrega Anônima na União Europeia até setembro e nos Estados Unidos até o final de 2026.

Este artigo foi traduzido do inglês usando IA. A versão original em inglês é a fonte autorizada; traduções automáticas podem conter imprecisões, especialmente em terminologia jurídica e regulatória.