Durante a Operação ClickFix, que teve como alvo um grupo criminoso que utilizava engenharia social para fins de phishing, a Polícia Civil de Santa Catarina recuperou mais de US$ 1,7 milhão mantido em carteiras de autoguarda — o maior apreensão desse tipo já registrado pelas autoridades brasileiras.
Brasil apreende quantia recorde em criptomoedas de autocustódia

Principais conclusões
- A polícia desmantelou uma quadrilha de crimes cibernéticos que infectou órgãos estaduais, congelando quase US$ 18,5 milhões em ativos bancários.
- As autoridades apreenderam US$ 1,7 milhão em criptomoedas de carteiras de autocustódia, marcando a maior apreensão desse tipo no Brasil.
- Detetives encontraram frases-semente durante as batidas policiais, transferindo os fundos ilícitos para custódia do Estado a fim de interromper o esquema.
Mais de US$ 1,7 milhão recuperado de carteiras de autocustódia durante a Operação ClickFix
A polícia brasileira alcançou um marco ao realizar a maior apreensão de fundos de carteiras de custódia própria, que não dependem de um provedor de serviços terceirizado para serem acessadas.
Na quarta-feira, a Polícia Civil de Santa Catarina divulgou os resultados da Operação ClickFix, uma ação policial de alto nível voltada contra grupos criminosos que usavam engenharia social para induzir usuários a instalar programas maliciosos com o pretexto de corrigir erros falsos no navegador. Por meio desse esquema, o grupo levava as vítimas a introduzir código malicioso no terminal do sistema operacional para obter controle total dos dispositivos afetados.
O malware infectou instituições sensíveis, incluindo órgãos brasileiros, a polícia e o sistema judiciário. Várias empresas que impulsionam a cadeia de suprimentos do mercado brasileiro também foram afetadas.
A operação, realizada em 10 de setembro, envolveu 17 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão contra os líderes do grupo. A ação resultou na apreensão de mais de um milhão em imóveis urbanos e no congelamento de quase US$ 18,5 milhões em contas bancárias ligadas às atividades do grupo.
Eduardo Graebin, detetive da Delegacia de Repressão ao Crime Cibernético/Diretoria Estadual de Investigação Criminal, foi responsável pela apreensão dos ativos em criptomoedas do grupo, classificando-a como “a maior apreensão desse tipo já registrada pela Polícia Civil do Brasil”.
Ele revelou que, durante a operação, a polícia localizou quatro frases-semente, e foi necessário importar e analisar as carteiras para identificar os ativos em cada uma delas e transferir os fundos para a conta institucional da Polícia Civil de Santa Catarina na Foxbit.
Em parceria com a Chainalysis, que forneceu ferramentas para ajudar na identificação dos ativos, mais de US$ 1,7 milhão em criptomoedas foi transferido em 13 operações e colocado sob custódia policial.
“Este resultado demonstra, de forma concreta, como o conhecimento técnico especializado e o uso de ferramentas adequadas podem fazer a diferença entre localizar ou deixar de apreender mais de um milhão de reais em ativos relacionados a atividades criminosas”, concluiu Graebin.
A ClickFix é apenas a mais recente operação das autoridades brasileiras contra entidades criminosas que utilizam ativos em criptomoedas em seu modelo criminoso. Em abril, como parte da Operação Narco Fluxo, dois cantores populares foram presos por suas ligações com uma rede de lavagem de dinheiro em criptomoedas no valor de US$ 320 milhões.
Em julho, a Polícia Federal brasileira desmantelou uma rede internacional de tráfico que transportava mais de 6,5 toneladas de cocaína para a Europa e utilizava uma rede de empresas de fachada para lavar dinheiro por meio de criptomoedas
O Brasil está atualizando suas regras de criptomoeda sob a liderança do Ministro das Finanças, Fernando Haddad, para combater o financiamento ilícito de grupos criminosos organizados.
Leia agora: Brasil apertará as regras sobre criptomoedas, atacando o 'braço financeiro' do crime organizadoEste artigo foi traduzido do inglês usando IA. A versão original em inglês é a fonte autorizada; traduções automáticas podem conter imprecisões, especialmente em terminologia jurídica e regulatória.

















