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O Departamento de Justiça dos EUA prendeu um membro do comando envolvido na operação para destituir Maduro por uso de informação privilegiada

Gannon Ken Van Dyke, que lucrou mais de US$ 400 mil com apostas feitas na Polymarket, uma das maiores plataformas de mercados de eventos, teria estado envolvido na operação que resultou na captura do líder venezuelano, Nicolás Maduro, em janeiro, e de sua esposa, Cilia Flores.

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O Departamento de Justiça dos EUA prendeu um membro do comando envolvido na operação para destituir Maduro por uso de informação privilegiada

Pontos principais:

  • O Departamento de Justiça (DOJ) prendeu Gannon Ken Van Dyke por ter lucrado US$ 400 mil em apostas no Polymarket antes da captura de Maduro em janeiro.
  • Este é o primeiro grande caso de uso de informação privilegiada envolvendo a Polymarket, com o DOJ pedindo até 60 anos de prisão.
  • A Polymarket atualizou suas regras em março para coibir o uso de informações privilegiadas, embora a falta de KYC limite a fiscalização.

DOJ prende soldado envolvido na operação de destituição de Maduro por apostar na Polymarket

Plataformas de mercado de previsão como a Polymarket se tornaram extremamente populares, ampliando o acesso a mercados de apostas dos quais até mesmo pessoas com informações privilegiadas podem lucrar.

Na quinta-feira, o Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) prendeu Gannon Ken Van Dyke, um soldado americano diretamente envolvido na operação de captura de Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, na Venezuela, em janeiro, por supostamente ter se aproveitado de seu conhecimento para lucrar com esses mercados de previsão.

De acordo com o departamento, o comando apostou mais de US$ 33.000 no Polymarket horas antes da execução da operação que removeu Maduro da Venezuela. A ação rendeu mais de US$ 400.000 em lucros para Van Dyke, que retirou seus ganhos e tentou excluir sua conta da plataforma.

US DOJ Arrests Commando Involved In Maduro's Removal Operation Over Insider Trading

O procurador federal Jay Clayton, do Distrito Sul de Nova York, afirmou que Van Dyke “supostamente violou a confiança depositada nele pelo Governo dos Estados Unidos ao usar informações confidenciais sobre uma operação militar sensível para fazer apostas sobre o momento e o resultado dessa mesma operação, tudo para obter lucro”.

Van Dyke pode pegar até 60 anos de prisão, pois foi acusado de três acusações de violação da Lei de Bolsas de Mercadorias, uma acusação de fraude eletrônica e outra acusação de transações monetárias ilegais.

Nas redes sociais, a Polymarket reconheceu ter identificado o usuário e encaminhado o caso ao Departamento de Justiça, cooperando com a investigação. “O uso de informações privilegiadas não tem lugar na Polymarket. A prisão de hoje é a prova de que o sistema funciona”, afirmou.

O caso pode se tornar um dos primeiros processos de grande repercussão por uso de informação privilegiada em mercados de previsão como o Polymarket, que têm redobrado esforços para coibir esses comportamentos. Mesmo assim, devido à sua origem descentralizada, a plataforma permite que os usuários façam apostas sem fornecer nenhuma informação de “conheça seu cliente” (KYC).

Em março, a Polymarket atualizou suas regras para classificar explicitamente as negociações realizadas por aqueles que podem influenciar o resultado como casos de uso de informação privilegiada. A plataforma também enfrentou oposição por permitir apostas relacionadas à guerra, incluindo um mercado de previsão que envolvia a detonação de uma bomba nuclear antes do fim do ano, o qual foi finalmente removido.

Apostas relacionadas à operação de resgate de um aviador desaparecido no Irã também enfrentaram rejeição do deputado Seth Moulton, um democrata de Massachusetts e veterano da Marinha, que as classificou como “repugnantes”, alegando que Donald Trump era “um investidor” nesse mercado e que poderia ter acesso a informações de inteligência que não eram públicas na época.

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