O preço do Bitcoin oscilou entre US$ 75.000 e US$ 76.000 após uma queda no mercado provocada pela rejeição da Lei CLARITY no Congresso. Os investidores aguardam a próxima decisão do Federal Reserve sobre as taxas de juros, e os mercados de previsão esperam um aumento de 25 pontos-base.
Preço do Bitcoin se mantém em US$ 75.500 enquanto os operadores antecipam o aumento da taxa de juros pelo Fed

Principais conclusões
- O preço do Bitcoin caiu abaixo de US$ 75.000, já que a rejeição da Lei CLARITY no Congresso provocou liquidações totalizando mais de US$ 140 milhões.
- Os mercados de criptomoedas continuam voláteis, enquanto os investidores se preparam para um possível aumento de 25 pontos-base na taxa de juros pelo Federal Reserve.
- Michael Saylor e a Solowin Holdings prevêem que as empresas passarão a depender da regulamentação da SEC e de aprovações no exterior.
Volatilidade do Bitcoin após rejeição da Lei CLARITY
O bitcoin passou as últimas 24 horas oscilando entre US$ 75.000 e US$ 76.000, após uma queda acentuada provocada pelo fracasso da votação da Lei CLARITY. Com os investidores aguardando a decisão do Federal Reserve sobre as taxas, os mercados de previsão esperam amplamente um aumento de 25 pontos-base com base nos dados recentes de emprego e inflação. No entanto, um aumento surpreendentemente maior é visto como um fator que exerce ainda mais pressão sobre o bitcoin, que luta para recuperar o ímpeto de agosto.
Dados de mercado mostram que o bitcoin recuperou brevemente a marca de US$ 77.000 logo após cair para abaixo de US$ 76.000 na manhã de terça-feira, mas a recuperação durou pouco. Apenas uma hora depois, a criptomoeda caiu para uma nova mínima de US$ 74.913. A queda ocorreu porque o fracasso do Congresso em aprovar o projeto de lei mais importante do setor de criptomoedas diminuiu as esperanças de que o bitcoin terminasse 2026 em território positivo.
No entanto, outra forte recuperação fez com que o preço do bitcoin ultrapassasse a marca de US$ 76.000 antes de, por fim, encontrar um forte suporte acima de US$ 75.500. No momento da redação desta matéria (12h21, horário da costa leste dos EUA), o preço do bitcoin oscilava um pouco acima de US$ 75.700, reduzindo suas perdas diárias para menos de 1% e deixando-o com queda de quase 4% nos últimos sete dias.
No mercado de derivativos, a volatilidade do preço do bitcoin levou à liquidação de mais de US$ 140 milhões em posições alavancadas pelo segundo dia consecutivo. Desta vez, porém, as posições compradas liquidadas ultrapassaram US$ 110 milhões, um aumento de mais de 10% em relação às 24 horas anteriores. Essa proporção de posições liquidadas se refletiu no restante do mercado de criptomoedas, que registrou US$ 362 milhões em posições compradas liquidadas contra US$ 113 milhões em posições vendidas.
Considerada uma legislação crucial para o futuro do setor de criptomoedas nos EUA, a Lei CLARITY acabou sendo vítima da política partidária. Mesmo assim, pesos pesados do setor, como Michael Saylor, estão interpretando a votação fracassada como um pequeno revés que não apaga o progresso alcançado até agora.
“Com a CLARITY paralisada, espero que a SEC, a CFTC e o Tesouro promovam regulamentações com base na legislação vigente, que os bancos ampliem a custódia de Bitcoin e os empréstimos garantidos por ele, e que mais capital favoreça o Bitcoin e o crédito digital. A GENIUS apoia a adoção de stablecoins. O progresso não precisa esperar pelo Congresso”, disse Saylor em uma postagem no X após a votação.
Pesos pesados do setor minimizam o impasse político
Outros, como Joshua Riezman, diretor jurídico e de estratégia da GSR, afirmaram que “com o Congresso incapaz de aprovar uma legislação abrangente sobre a estrutura de mercado, todos os olhos se voltarão para [U.S.] reguladores.”
Enquanto isso, em uma nota compartilhada com o Bitcoin.com News após a votação, a Solowin Holdings enfatizou que contar com um Congresso notoriamente paralisado para obter clareza regulatória sempre foi uma aposta de alto risco para empresas de criptomoedas ansiosas por estabelecer uma presença nos EUA. Antecipando a estagnação legislativa, a Solowin mudou proativamente seu foco para jurisdições internacionais favoráveis às criptomoedas. A empresa obteve aprovação regulatória do Banco Central do Bahrein para emitir stablecoins por meio de sua subsidiária AX Coin, enquanto sua corretora sediada em Hong Kong, a Solomon JFZ, garantiu uma vaga como participante pioneira na iniciativa piloto EnsembleTX da Autoridade Monetária de Hong Kong.
A holding listada na Nasdaq argumentou que o fracasso da Lei CLARITY confirmou a validade dessa estratégia, já que as empresas que adotam essa abordagem estão em melhor posição para lidar com a supervisão por parte de órgãos reguladores do que aquelas que depositaram suas esperanças apenas na legislação.
“Essa supervisão agora ocorre por meio de agências, e não por meio de lei, em um cronograma que ninguém controla, e as empresas que já possuem licenças são as que podem ignorar a questão”, afirmou Solowin na nota.
Este artigo foi traduzido do inglês usando IA. A versão original em inglês é a fonte autorizada; traduções automáticas podem conter imprecisões, especialmente em terminologia jurídica e regulatória.











