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Latam Insights: Brasil proíbe transferências de criptomoedas enquanto a Meta lança pagamentos em USDC

Bem-vindo ao Latam Insights, uma compilação das notícias mais relevantes sobre criptomoedas da América Latina da última semana. Nesta edição, o Banco Central do Brasil emite uma resolução que proíbe o uso de canais de criptomoedas em pagamentos internacionais regulamentados, a Bitso estima que 40% de todas as compras com criptomoedas incluem stablecoins e a Meta lança pagamentos em USDC na Colômbia.

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Latam Insights: Brasil proíbe transferências de criptomoedas enquanto a Meta lança pagamentos em USDC

Principais destaques:

  • Em 30 de abril, o Banco Central do Brasil proibiu o uso de criptomoedas em pagamentos internacionais, com impacto para as instituições a partir de 1º de outubro.
  • O relatório de 2025 da Bitso revela que as stablecoins impulsionaram 40% das compras de criptomoedas na América Latina, levando o mercado a uma maior estabilidade.
  • Em 2026, a Meta e a Stripe lançaram pagamentos em USDC na Colômbia, visando pagamentos futuros sem atritos para criadores de conteúdo.

Brasil proíbe criptomoedas em pagamentos internacionais

O Banco Central do Brasil está tomando medidas para restringir a adoção institucional de ativos de criptomoedas, incluindo bitcoin e stablecoins, dentro de seu sistema regulamentado de pagamentos internacionais.

A Resolução nº 561, publicada em 30 de abril, altera resoluções anteriores para aprimorar as disposições relativas aos serviços de transferência de pagamentos internacionais, proibindo a criptomoeda como uma opção que as instituições prestadoras desses serviços de pagamentos e câmbio transfronteiriços possam utilizar.

O documento enfatiza que essas transações devem ser realizadas “exclusivamente: I – por meio de uma transação cambial ou movimentação na conta em reais de um não residente mantida no Brasil, sendo proibido o uso de ativos virtuais”.

No entanto, a resolução, que entra em vigor em 1º de outubro, lista “ativos virtuais” como uma categoria especial de identificação de transações, o que significa que o banco reconhece sua existência, mas opta por não permitir sua implementação em operações transfronteiriças.

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Bitso: Stablecoins atingem 40% das compras de criptomoedas na América Latina

A Bitso, uma das maiores prestadoras de serviços de criptomoedas da América Latina, divulgou seu relatório “2025 Crypto Landscape in Latin America”, destacando o papel fundamental das stablecoins na região.

O relatório, que analisou dados de quase 10 milhões de clientes em mercados-chave, incluindo Argentina, Brasil, Colômbia e México, constatou que quase 40% de todas as compras em 2025 envolveram ativos atrelados ao dólar, como USDT e USDC.

A participação do USDC nas compras (23%) superou a do Bitcoin (18%) e do USDT (16%), o que a corretora interpretou como um sinal de que seus clientes agora estão priorizando a estabilidade financeira e a liquidez em detrimento de estratégias de curto prazo.

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Meta lança pagamentos em stablecoin USDC para criadores na Colômbia e nas Filipinas

O lançamento marca o passo mais concreto da Meta até agora em pagamentos baseados em criptomoedas, após anos de contratempos regulatórios. Os criadores qualificados podem conectar uma carteira de criptomoedas compatível à sua conta de pagamentos da Meta e começar a receber ganhos em USDC, uma stablecoin atrelada ao dólar, diretamente nas redes Solana ou Polygon.

A Stripe, que adquiriu a empresa de infraestrutura de stablecoins Bridge, é a principal parceira responsável pela parte de back-end. A Meta lançou solicitações de propostas para fornecedores terceirizados em fevereiro de 2026, com a Stripe emergindo como a escolha principal. O piloto atual reflete o que essas discussões iniciais visavam: um sistema viável e de baixo atrito para pagamentos internacionais a criadores.

O caminho até este momento não foi direto. A Meta tentou seu próprio projeto de criptomoeda, originalmente chamado Libra e posteriormente renomeado como Diem, entre 2019 e 2022. A oposição regulatória de legisladores nos Estados Unidos e na Europa acabou com a iniciativa.

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