O atacante Martin Sherif, da equipe sub-21 do Everton, foi acusado pela Federação Inglesa de Futebol (FA) por 61 supostas apostas em partidas de futebol realizadas entre 20 de novembro de 2024 e 12 de fevereiro de 2026. O caso surge três meses depois que a Entain alertou o Everton sobre seu patrocinador Stake, ligado ao mercado de criptomoedas, embora o comunicado da FA não identifique a operadora utilizada nem relacione as supostas apostas a um patrocinador específico.
Martin Sherif, do Everton, enfrenta acusação da FA por 61 apostas em jogos de futebol

Pontos principais
- A FA afirma que Sherif teria feito 61 apostas em futebol entre 20 de novembro de 2024 e 12 de fevereiro de 2026.
- O atacante da equipe sub-21 do Everton tem até 17 de agosto para se defender da acusação.
- A marca Stake mudou da frente da camisa do Everton para a manga na temporada 2026-27.
Acusação da FA surge em meio à renovação da parceria do Everton com a Stake
Um comunicado da FA divulgado pela ESPN e outros veículos de comunicação afirmou que Sherif violou a Regra E1.2 em relação a 61 apostas feitas em partidas de futebol e lhe deu até segunda-feira, 17 de agosto, para se defender. O comunicado descreve uma alegação, não uma conclusão, e não divulga os jogos, competições, operadoras de apostas, valores apostados ou ganhos envolvidos.
O manual da FA para 2026-27 utiliza a Regra E1.2 como uma disposição geral sobre má conduta, abrangendo violações das regras e regulamentos da federação. A restrição específica às apostas consta da Regra E8.1, que proíbe os participantes de apostar, direta ou indiretamente, ou de permitir que outra pessoa aposte, em partidas de futebol, competições e outros assuntos relacionados ao futebol em todo o mundo. A declaração de Sherif divulgada cita a regra E1.2 e não identifica uma subseção da E8, deixando em aberto se a conduta alegada se enquadra na E8.1.1, que abrange partidas e competições, ou na E8.1.2, que abrange outros assuntos relacionados ao futebol, como transferências e escalação de times.
O perfil de Sherif na Premier League indica sua data de nascimento como 10 de junho de 2006, o que significa que o suposto período de apostas começou cinco meses após ele completar 18 anos. A ESPN o identificou como um atacante da equipe sub-21 do Everton, que ingressou na base aos 13 anos e passou a temporada 2025/26 emprestado ao Rotherham United e ao Port Vale. Ele ainda não disputou nenhuma partida oficial pela equipe principal do Everton.
Embora o processo disciplinar seja separado da relação comercial do Everton com a Stake, ele ecoa as críticas diretas que o parceiro de apostas do clube enfrentou em relação ao seu modelo de criptomoedas e ao apelo que exerce sobre o público jovem. Em maio, o diretor jurídico da Entain, Simon Zinger, escreveu ao diretor executivo do Everton, Angus Kinnear, descrevendo a “forte dependência da criptomoeda” da Stake como uma fonte de preocupação em relação à lavagem de dinheiro e à proteção dos jogadores.
O comunicado da FA não cita a Stake, não alega que Sherif tenha usado uma plataforma de apostas com criptomoedas nem estabelece qualquer conexão entre as 61 apostas e o patrocinador do Everton. A Stake continuará sendo um patrocinador de destaque na temporada 2026-27, mesmo após a Premier League ter proibido voluntariamente os acordos de apostas na parte da frente da camisa. O Everton anunciou em 30 de junho que a Stake passaria da frente da camisa para a manga. Esses acordos, juntamente com a publicidade no perímetro do campo e nas redes sociais, continuam permitidos daqui para frente. A CMC Markets tornou-se a nova parceira principal do clube e patrocinadora na frente da camisa para suas equipes masculina, feminina e sub-21.
O governo do Reino Unido está atualmente realizando uma consulta pública sobre uma proibição mais ampla, abrangendo patrocínios e publicidade por parte de operadoras não licenciadas na Grã-Bretanha, inclusive no esporte, com encerramento previsto para 9 de setembro. O Departamento de Cultura, Mídia e Esporte afirmou que a proposta tem como objetivo proteger consumidores jovens e vulneráveis, preservar o mercado licenciado e combater os riscos de lavagem de dinheiro e do mercado negro contra os quais a Comissão de Jogos de Azar vem atuando.
Casos anteriores de apostas na FA mostram que a sanção final não pode ser inferida apenas a partir do número de apostas alegadas. Um caso anterior envolvendo o Everton teve como protagonista Yerry Mina, que foi multado em aproximadamente US$ 13.500 (10.000 libras) em 2019 por aparecer em um anúncio de apostas colombiano, e não por ter feito apostas. Martin Demichelis foi multado em cerca de US$ 29.800 (22.058 libras esterlinas) e recebeu uma advertência após admitir a acusação envolvendo 29 apostas. Sandro Tonali admitiu 50 violações da Regra E8 e recebeu uma suspensão de dois meses, que foi suspensa pelo período da temporada 2024/25, além de uma multa de aproximadamente US$ 27.000 (20.000 libras).
A fundamentação por escrito da comissão registrou que Tonali se autodenunciou em 20 de outubro de 2023, na primeira oportunidade possível, e que, sem sua cooperação proativa, a FA não teria tido base para o processo. Ivan Toney, que não se autodenunciou, foi suspenso por oito meses e multado em aproximadamente US$ 67.500 (50.000 libras) após admitir 232 violações. As diretrizes de sanções publicadas pela FA orientam as comissões regulatórias a considerar primeiro o tipo de aposta e a tratar qualquer infração anterior relacionada a apostas como um fator altamente agravante.
O número de acusações também pode mudar antes de qualquer audiência. Toney foi inicialmente acusado de 262 infrações entre fevereiro de 2017 e janeiro de 2021. Por fim, a FA retirou 30 delas antes que ele admitisse as 232 restantes.
Este artigo foi traduzido do inglês usando IA. A versão original em inglês é a fonte autorizada; traduções automáticas podem conter imprecisões, especialmente em terminologia jurídica e regulatória.












