Uma carteira vinculada à Strategy, de Michael Saylor, movimentou 1.030 BTC no valor de US$ 66,14 milhões recentemente, poucos dias depois de a empresa ter confirmado sua terceira venda de bitcoins neste ano.
Lookonchain: Carteira vinculada à estratégia movimenta 1.030 BTC enquanto se aproxima a quarta venda

Principais conclusões
- A Lookonchain rastreou 1.030 BTC (US$ 66,14 milhões) saindo de uma carteira vinculada à Strategy.
- A Strategy vendeu 1.638 BTC por US$ 104,7 milhões entre 27 de julho e 2 de agosto, ficando com 842.138 BTC.
- O programa de monetização da Strategy permite vendas de bitcoins de até US$ 5 bilhões, portanto, mais movimentações podem ocorrer em 2026.
Mais uma parcela em movimento
A plataforma de análise on-chain Lookonchain sinalizou a transferência, questionando se a Strategy, de Michael Saylor, estaria “vendendo BTC em massa novamente” depois que carteiras vinculadas à empresa enviaram 1.030 BTC, no valor aproximado de US$ 66,14 milhões. Outros rastreadores confirmaram a informação, observando que as moedas saíram dos endereços suspeitos da Strategy cerca de duas horas antes da publicação.

Também vale mencionar que, no final do mês passado, investigadores on-chain detectaram uma transferência de 299,84 BTC de uma carteira vinculada à Strategy, enquanto especulações sobre vendas ganhavam força e as ações da MSTR caíam devido ao boato. Dias depois, a empresa divulgou que havia vendido 1.638 BTC por aproximadamente US$ 104,7 milhões entre 27 de julho e 2 de agosto, a um preço médio de US$ 63.957 por moeda (marcando sua terceira venda de bitcoins em 2026).
Com essa divulgação, a Strategy passou a deter 842.138 BTC, no valor de cerca de US$ 52,6 bilhões, com o bitcoin sendo negociado perto de US$ 64.000. Esse estoque ainda representa cerca de 4% dos 21 milhões de moedas que existirão, e continua sendo, de longe, o maior estoque corporativo de bitcoins do mundo.
Vendas para equilibrar o balanço patrimonial
De acordo com a empresa, os recursos provenientes das vendas recentes foram utilizados “para financiar o pagamento de distribuições sobre ações preferenciais e para financiar recompras de STRC”, as ações preferenciais da Strategy. As alienações fazem parte do programa ampliado de monetização de bitcoins da empresa, que integra sua Estrutura de Capital de Crédito Digital (Digital Credit Capital Framework), a qual autoriza até US$ 5 bilhões em vendas de bitcoins.
A mudança marca uma reviravolta acentuada para uma empresa que passou mais de cinco anos como a acumuladora corporativa mais agressiva de bitcoins e cujo presidente executivo prometeu repetidamente que a empresa nunca venderia. A Strategy adquiriu suas moedas a um preço médio de US$ 75.419 (um custo total de aproximadamente US$ 63,5 bilhões), deixando a posição com perdas contábeis de quase US$ 10,9 bilhões aos preços atuais.
Saylor, por sua vez, continua postando conteúdo otimista sobre o bitcoin para seus milhões de seguidores.
O que observar a seguir
O movimento de 1.030 BTC na quarta-feira ainda não foi confirmado como uma venda. Ainda assim, as duas últimas rodadas de atividade na carteira foram seguidas por alienações confirmadas em poucos dias, e os traders também estarão acompanhando de perto esse movimento.
O cenário do mercado torna difícil ignorar esses fluxos, considerando que o bitcoin atingiu US$ 64.360 na segunda-feira antes de estagnar, e analistas da Bitfinex alertaram para riscos de queda caso o ímpeto se esvaia. Cada parcela confirmada de vendas da Strategy aumenta a oferta em um mercado que já está lutando para se manter no nível de US$ 64.000, e a venda de julho foi executada a um preço médio abaixo do próprio custo de aquisição da empresa.
A grande questão é até onde as vendas irão. Com US$ 5 bilhões autorizados sob a estrutura de monetização e apenas cerca de US$ 105 milhões vendidos na última rodada, a Strategy ainda tem bastante margem de manobra. Para um mercado que passou anos tratando as compras incessantes da empresa como um apoio estrutural, cada novo alerta de carteira é um lembrete de que o fluxo agora ocorre em ambas as direções.
Este artigo foi traduzido do inglês usando IA. A versão original em inglês é a fonte autorizada; traduções automáticas podem conter imprecisões, especialmente em terminologia jurídica e regulatória.












