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Suprema Corte do Brasil adia decisão sobre proibir apostas para 3/11

Um dia após o segundo turno das eleições presidenciais, o ministro Luiz Fux convocou uma audiência pública sobre a proibição das apostas esportivas e dos cassinos online no Brasil para o dia 3 de novembro, uma vez que as 85 licenças de apostas do país expiraram e o setor pressionava por uma decisão. Com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é improvável que o cerne da política do novo governo sofra alterações.

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Suprema Corte do Brasil adia decisão sobre proibir apostas para 3/11

Principais conclusões

  • O ministro Fux marcou uma audiência pública para 3 de novembro sobre a proibição das apostas no Brasil, sem ainda ter decidido sobre os pedidos para suspendê-la.
  • Lula foi reeleito em 25 de outubro, e a Associação Nacional de Jogos de Loterias e Apostas (ANJL) pediu que o diálogo com seu governo fosse restabelecido.
  • A decisão foi proferida um dia após o vencimento das 85 licenças; o Congresso tem como prazo inicial 23 de novembro para votar a proibição.

Clubes de futebol são chamados a depor, mas operadoras individuais de apostas estão ausentes

O ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux marcou, nesta segunda-feira, uma audiência pública para 3 de novembro sobre a medida provisória que proíbe apostas esportivas com odds fixas e jogos de cassino online no Brasil. A decisão de duas páginas, assinada em 26 de outubro em um processo movido pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), marca a sessão para as 10h na sala da Segunda Turma do tribunal. O Poder360 havia informado que se esperava que Fux decidisse, após o segundo turno de 25 de outubro, se manteria ou suspenderia a proibição.

A decisão foi proferida um dia após a medida ter extinto todas as 85 licenças de apostas em 25 de outubro, no mesmo dia em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito. A ANJL parabenizou Lula pela vitória na segunda-feira, afirmando que “espera que o diálogo seja restabelecido e que o Estado de Direito democrático prevaleça”. A associação se ofereceu para trabalhar com o Congresso e o governo para “combater as apostas ilegais que, infelizmente, dominaram o país durante a proibição das empresas legalizadas”.

A decisão de Fux não estabelece uma pauta, mas a sessão terá como foco o impacto econômico da proibição, segundo o Correio Braziliense. Em suas contestações, as associações do setor argumentam que o fechamento repentino das operadoras licenciadas prejudica a segurança jurídica e causa prejuízos da ordem de bilhões de reais, além de questionarem o uso, por parte do governo, de uma medida provisória sobre um assunto que já estava sendo legislado pelo Congresso. Para o setor, a audiência será a primeira oportunidade de apresentar ao tribunal dados oficiais sobre os efeitos de um mês de proibição, observou o site especializado BNLData.

Fux afirmou que estava atendendo a solicitações da Procuradoria-Geral da União (AGU), dos autores da ação e dos grupos admitidos no processo como amici curiae. Ele adiou a decisão durante a campanha eleitoral, segundo o Poder360, para que a medida não fosse interpretada como interferência no processo político. No entanto, ele considerou a audiência urgente devido aos prazos da medida e ao seu impacto econômico no futebol brasileiro e em outros setores, particularmente no que diz respeito à segurança jurídica. Uma cópia da decisão será encaminhada a outras seis ações judiciais contra as regras brasileiras de jogos de azar que Fux supervisiona, de modo que a audiência também servirá de base para esses processos.

Entre os 26 participantes estão os autores em seis dos sete processos relacionados, entre eles a ANJL, o IBJR, a Procuradoria-Geral da República, uma associação nacional de prefeitos e concessionárias estaduais de loteria. O governo será representado pela AGU e pelo Ministério da Fazenda. A associação de emissoras Abert, a Confederação Nacional da Indústria, um laboratório universitário de regulamentação e a Associação Internacional de Jogos também constam da lista.

Também foram enviados convites a 10 clubes de futebol de renome, pilares de um setor que vinha dependendo fortemente do patrocínio de apostas para obter receitas. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) também recebeu um convite. No entanto, nenhuma operadora de apostas individual foi convocada, nem os ministérios da Saúde ou da Justiça.

Vários dos clubes de futebol entraram com ação na Justiça no início de outubro, solicitando um período de transição de até um ano para adaptar seus contratos de patrocínio e apoiando o pedido do setor de suspender a medida até que o Congresso a vote.

A AGU solicitou a Fux que mantenha a proibição em vigor e realize uma nova audiência pública antes de decidir, após ter considerado inconstitucionais as leis que regem o mercado licenciado. Fux já havia realizado uma audiência pública sobre apostas que abordou questões como o vício em jogos de azar e citou o que coletou nessa ocasião em uma votação sobre jogos de azar que enfatizou os malefícios das apostas online.

O Congresso tem um prazo inicial até 23 de novembro para votar a medida, prorrogável uma vez por 60 dias. A comissão mista encarregada de analisá-la ainda não foi constituída, de acordo com os registros do Senado.

Este artigo foi traduzido do inglês usando IA. A versão original em inglês é a fonte autorizada; traduções automáticas podem conter imprecisões, especialmente em terminologia jurídica e regulatória.