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Brasil aplica multa de US$ 3,2 milhões ao Banco Topázio e proíbe a negociação de criptomoedas por dois anos

A instituição proibiu o Banco Topazio de realizar compras e vendas no exterior de ativos em criptomoedas por dois anos, após detectar irregularidades nos processos de due diligence relativos a essas operações. Além disso, a instituição foi multada em US$ 3,2 milhões.

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Brasil aplica multa de US$ 3,2 milhões ao Banco Topázio e proíbe a negociação de criptomoedas por dois anos

Principais conclusões

  • O Banco Central do Brasil suspendeu o Banco Topazio por dois anos e aplicou uma multa de US$ 3,2 milhões por transações de criptomoedas não verificadas.
  • As transações não verificadas com criptomoedas totalizaram US$ 1,7 bilhão, representando 63% do volume de câmbio do Banco Topazio.
  • Ailton Aiquino alertou que violações semelhantes poderiam resultar em proibições para outros bancos brasileiros.

Banco Central do Brasil proíbe o Banco Topazio de realizar operações de negociação de criptomoedas

À medida que os bancos entram no mercado de criptomoedas, os reguladores estão se tornando mais vigilantes quanto aos processos de conformidade que devem ser seguidos para conduzir essas operações com segurança.

O Comitê de Decisão do Processo de Sanção Administrativa (Copas) do Banco Central do Brasil impôs uma proibição de dois anos às operações de câmbio de criptomoedas do Banco Topazio devido a irregularidades em transações que totalizaram bilhões de dólares.

O comitê determinou que o Banco Topazio descumpriu medidas de conformidade entre outubro de 2020 e setembro de 2021, quando realizou compras de criptomoedas sem executar procedimentos para determinar a qualificação dos terceiros beneficiados por essas operações.

O volume de negociação do Banco Topazio durante esse período atingiu US$ 1,7 bilhão, envolvendo 15 pessoas jurídicas, sem notificação de operações atípicas. O Topazio foi multado em US$ 3,2 milhões por irregularidades na determinação da capacidade financeira dos clientes, deficiências em seus procedimentos de cadastro e falha na determinação dos riscos de AML/CFT (Combate à Lavagem de Dinheiro e ao Financiamento do Terrorismo).

Essas transações representaram 63% dos volumes de câmbio do Topazio durante o período e 46% das operações de mercado da instituição. Isso levou a comissão de análise a determinar que as irregularidades eram de “natureza grave”, o que, de acordo com a lei, poderia “afetar gravemente a finalidade e a continuidade das atividades ou operações no âmbito do Sistema Financeiro Nacional, do Sistema de Consórcios ou do Sistema de Pagamentos Brasileiro”.

Ailton Aiquino, chefe de supervisão do Banco Central, deu a entender que essas mesmas proibições poderiam ser aplicadas contra outras instituições como medida cautelar, caso o banco considere que elas estejam violando a regulamentação.

Ele concluiu que, dada a crescente popularidade dos criptoativos na economia brasileira, era importante “alertar e deixar claro a todos os agentes que operam nesse mercado que o supervisor bancário está atento e vigilante em relação a comportamentos desviantes que possam levar a modelos de negócios capazes de viabilizar operações de lavagem de dinheiro”.

O anúncio da medida ocorre após o Banco Central ter proibido o uso de criptomoedas em canais de pagamento regulamentados e imposto uma proibição nacional sobre mercados de eventos não financeiros.

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