A S&P Dow Jones Indices e a Pantera Capital lançaram um índice de referência para ativos digitais baseado em receita, uso e atividade econômica. O índice foi concebido para oferecer aos investidores institucionais uma alternativa mais disciplinada aos produtos de criptomoedas orientados pela popularidade do mercado ou pela dinâmica dos preços.
A S&P e a Pantera lançam novo índice de criptomoedas com participações em Ether, Solana, BNB e HYPE

Pontos principais
- A S&P e a Pantera lançaram um índice de criptomoedas utilizando três métricas: receita, uso e atividade econômica.
- A triagem apoiada pela Artemis poderia direcionar o capital para ativos com três fundamentos mensuráveis.
- A S&P afirma que o índice pode servir de base para futuros fundos, à medida que as instituições buscam um índice de referência de criptomoedas baseado em regras.
Moedas “meme” ficam de lado com o índice de criptomoedas da S&P focado em atividade mensurável
A S&P Dow Jones Indices firmou parceria com a Pantera Capital para lançar um novo índice de criptomoedas que visa separar os ativos digitais economicamente ativos dos segmentos mais especulativos do mercado de criptomoedas.
O Índice S&P Pantera de Ativos Digitais utiliza uma estrutura baseada em regras para acompanhar tokens e empresas que demonstram adoção no mundo real e geram receita. Ele evita basear-se principalmente no desempenho dos preços, no reconhecimento da marca ou na atenção dos investidores.
A metodologia do índice favorece plataformas de contratos inteligentes e DeFi, já que classifica os ativos com base em sua receita de protocolo nos últimos dois trimestres, com uma capitalização de mercado mínima de US$ 500 milhões. O índice será reequilibrado trimestralmente, com sua maior participação limitada a 35%. O índice foi lançado com 18 tokens, liderados por ether, binance coin, solana, tron e hyperliquid.
Essa abordagem o diferencia de índices concentrados em bitcoin, tokens populares ou ativos cujo valor subiu acentuadamente. Moedas meme e outros produtos com atividade econômica subjacente limitada não são o foco.
Em vez disso, o índice de referência aplica métodos mais comumente associados a índices financeiros tradicionais. Seu processo de seleção conta com o apoio da Artemis, provedora de dados de blockchain.
Uma nova estrutura para alocação em criptomoedas
O índice foi projetado para instituições que buscam exposição diversificada a redes de blockchain, ativos digitais e infraestrutura relacionada.
Ele também pode servir de base para futuros produtos de investimento. Gestores de ativos poderiam utilizá-lo como referência ao montar carteiras ou avaliar estratégias de gestão ativa.
Cathy Clay, CEO da S&P Dow Jones Indices, afirmou que a parceria traz uma estrutura baseada em princípios econômicos para uma das classes de ativos que mais evoluem no mercado.
“Com o Índice S&P Pantera de Ativos Digitais, trazemos essa mesma disciplina para os ativos digitais”, disse Clay. Ela acrescentou que o índice ajudaria os investidores a “se concentrarem nos fundamentos” e a reduzir a influência do ruído do mercado. Clay acrescentou que o bitcoin foi excluído, pois não é um “protocolo gerador de receita”.
O lançamento reflete um esforço crescente para criar produtos de criptomoedas que se assemelhem a índices de referência financeiros já estabelecidos. Investidores institucionais têm frequentemente enfrentado dificuldades para comparar ativos em um mercado que inclui redes de pagamento, protocolos de finanças descentralizadas, infraestrutura tokenizada e tokens altamente especulativos.
Mercado institucional entra em uma fase mais seletiva
A S&P e a Pantera afirmaram que o momento reflete o amadurecimento do mercado de ativos digitais. As aplicações de blockchain estão se expandindo, a regulamentação está se tornando mais clara nas principais jurisdições e o acesso institucional está melhorando.
Ainda assim, muitos produtos de investimento existentes oferecem ampla exposição sem distinguir entre atividade sustentável da rede e especulação de curto prazo.
Dan Morehead, fundador e sócio-gerente da Pantera, afirmou que a alocação continua sendo um dos maiores obstáculos para os investidores globais.
“O maior ponto de atrito no mercado de criptomoedas não mudou: é saber como alocar”, disse Morehead. Ele acrescentou que as empresas desenvolveram o índice para identificar os ativos e a infraestrutura que realmente importam.
O índice de referência também sinaliza uma mudança na forma como grandes investidores podem abordar as criptomoedas. Em vez de tratar o setor como um conjunto de tokens populares, as instituições buscam cada vez mais receita mensurável, adoção e valor econômico.
Para a S&P e a Pantera, a aposta é que a próxima fase do investimento em ativos digitais será moldada menos pela atenção e mais pelos fundamentos.
Este artigo foi traduzido do inglês usando IA. A versão original em inglês é a fonte autorizada; traduções automáticas podem conter imprecisões, especialmente em terminologia jurídica e regulatória.

















