De acordo com Maghnus Mareneck, co-CEO da Interchain Labs, o governo colombiano estará testando uma moeda digital do banco central (CBDC) ainda não anunciada na rede Cosmos. A Colômbia visa direcionar pagamentos transfronteiriços com esta nova CBDC, que acaba de sair do sigilo com este anúncio.
Relatório: Colômbia realizando piloto de CBDC no Cosmos
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Colômbia Entra na Onda das CBDCs com Projeto Piloto Secreto
A Colômbia seria o mais recente país na América Latina a experimentar a criação de uma moeda digital do banco central (CBDC). Em uma entrevista ao The Street, o co-CEO da Interchain Labs, Maghnus Mareneck, revelou que estavam trabalhando com um consórcio de bancos e o governo colombiano em um projeto piloto conjunto desta moeda ainda sem nome.
Embora Mareneck tenha dado poucos detalhes sobre a CBDC, ele revelou que a moeda teria como alvo um caso de uso de pagamentos transfronteiriços e funcionaria sobre a plataforma Cosmos usando o IBC Eureka.
Mareneck reforçou a relevância de aproveitar o Cosmos e o IBC Eureka para este projeto, já que eles são parte de uma pilha tecnológica que pode ser utilizada privadamente pelo governo colombiano sem depender de infraestrutura pública.
“Imagine que você é um presidente e sofre um hack — você vai levar a culpa. Portanto, ter uma tecnologia que eles podem entender e mudar é a coisa mais importante em termos das suposições de segurança,” Mareneck declarou. “Se o seu blockchain tem validadores que são todas instituições em que você confia, então você não precisa confiar em mais ninguém além das pessoas para quem você está enviando ativos,” acrescentou.
A CBDC usaria validadores privados e com permissão sobre uma rede pública como a Cosmos, e o governo colombiano poderia incluir mais validadores, como instituições bancárias, para expandir a rede.
O sistema colombiano segue a tendência estabelecida por outras instituições financeiras e bancos, que também escolheram esse caminho, evitando construir seus sistemas diretamente sobre redes públicas.
Com este anúncio, o projeto sai do sigilo, e a Colômbia se junta a outros países como Brasil, Peru e Bolívia nesta pesquisa de CBDC e moeda digital.
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