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Vigilância da Desdolarização: Bolívia Lançará Moeda Digital para Abordar Pagamentos Transfronteiriços

Este artigo foi publicado há mais de um ano. Algumas informações podem não ser mais atuais.

Edwin Rojas Ulo, presidente do Banco Central da Bolívia, afirmou que a instituição está atualmente consultando organizações internacionais sobre o design de uma moeda denominada “boliviano virtual”, que facilitaria liquidações internacionais.

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Vigilância da Desdolarização: Bolívia Lançará Moeda Digital para Abordar Pagamentos Transfronteiriços

Banco Central da Bolívia Lançará Moeda Digital Com o Foco em Liquidações Internacionais

A Bolívia, que inicialmente proibiu o uso de seu sistema financeiro para a compra de criptomoedas, agora planeja lançar sua própria criptomoeda como parte de um esforço para modernizar o ecossistema de pagamentos do país.

Edwin Rojas Ulo, presidente do Banco Central da Bolívia, afirmou que a instituição está atualmente no processo de projetar o sistema monetário para apresentar ao público em geral durante a celebração do bicentenário da independência da Bolívia, agendada para 6 de agosto.

Embora ele não tenha fornecido muitos detalhes sobre o assunto, Rojas Ulo mencionou que o banco está considerando as experiências de outras instituições internacionais.

De acordo com a mídia local, ele afirmou:

Trabalhos preliminares estão sendo realizados em conexão com o aconselhamento recebido de organizações internacionais. Também mantemos laços estreitos com outros bancos centrais da região que estão realizando esse tipo de teste com moedas virtuais.

Rojas Ulo também destacou a potencial implementação dessa moeda para conservar moeda estrangeira, incluindo dólares, em cenários de pagamento transfronteiriços. “Pretende-se modernizar o sistema de pagamento; na medida em que o sistema de pagamento puder ser modernizado, especialmente para pagamentos transfronteiriços, poderia liberar reservas”, afirmou ele.

Ele observou que uma proposta estruturada para a moeda seria revelada em agosto, quando os detalhes do “boliviano virtual” seriam delineados.

Desde que o Banco Central permitiu que os bolivianos usassem suas contas bancárias para comprar criptomoedas, a adoção de ativos digitais no país aumentou drasticamente, dobrando seus volumes em apenas três meses após a suspensão dessas restrições.

Além disso, o país abriu suas portas para o uso de stablecoins como proxy do dólar, já que enfrentou escassez de moeda estrangeira devido a políticas restritivas de câmbio. Nesse contexto, o país reconheceu que montou um sistema para depender de criptomoedas para importações de energia, embora nenhuma transação tenha sido concluída.

No entanto, as declarações de Rojas Ulo sobre a próxima moeda digital representam uma reversão significativa no panorama nacional em relação aos criptoativos e às políticas que cercam seu uso.

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