O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, destacou que, em meio ao escândalo em torno do caso Zondacrypto, solicitaria ao presidente do Sejm, a câmara baixa do Parlamento polonês, que organizasse uma nova votação sobre o veto do presidente à Lei do Mercado de Criptoativos.
Tusk pressiona por nova votação da lei sobre criptomoedas após o escândalo da Zondacrypto

Pontos principais
- A Zondacrypto entrou em colapso em meio a um escândalo de US$ 94 milhões, levando o primeiro-ministro Tusk a solicitar uma nova votação sobre as regras de criptomoedas vetadas.
- Os repetidos vetos presidenciais deixaram a Polônia em um limbo regulatório e incapaz de aplicar as normas da MiCA da UE.
- As corretoras não podem se registrar na Polônia, já que Tusk acusa políticos de receberem propinas da corretora falida.
Polônia fará nova votação da Lei do Mercado de Criptoativos após o escândalo da Zondacrypto
As autoridades polonesas estão reavaliando a necessidade de regulamentações claras para proteger os cidadãos contra fraudes envolvendo criptomoedas.
Na sexta-feira, durante uma reunião do Conselho de Ministros para elaborar o orçamento de 2027, Tusk comentou sobre a situação atual da corretora Zondacrypto, que se tornou um dos maiores casos de corrupção envolvendo criptomoedas no país.
Tusk lamentou que a elaboração do orçamento tenha sido ofuscada pela falência da Zondacrypto e pela recente prisão do presidente do Comitê Olímpico Polonês, Radosław Piesiewicz, no âmbito de uma investigação de corrupção.
“Não se trata de um suborno comum, envolvendo apenas um político. Parece um sistema bem organizado, no qual aparecem nomes já conhecidos de outros casos”, declarou Tusk, destacando a gravidade do desdobramento.
Tusk afirmou que, a partir de agora, solicitará ao presidente do Sejm que organize uma nova votação sobre a Lei do Mercado de Criptativos, que foi vetada pelo presidente Karol Nawrocki pela terceira vez em 11 de junho.
“Este é provavelmente o momento em que ninguém terá coragem de dizer que ‘não há problema’ ou que temos muito tempo. Neste momento, não consigo mais imaginar que o presidente Nawrocki, o presidente Kaczyński e o ex-primeiro-ministro Morawiecki rejeitem esse problema com tamanha leveza”, afirmou Tusk.
Tusk apontou diretamente o dedo para o envolvimento do presidente Nawrocki no escândalo da falência da Zondacrypto, no qual os clientes afetados perderam até US$ 94 milhões, segundo estimativas.
Nas redes sociais, ele enfatizou que essa foi a razão por trás do veto à lei, acusando o partido governista de receber “dinheiro em troca de relógios no valor de 40 mil euros, para a mídia, festas eleitorais e fundações de políticos de direita”.
Przemysław Kral, que era o diretor da Zondacrypto, criticou a medida, referindo-se a ela como um “grande retrocesso” e garantindo que o setor nacional de criptomoedas “sofreria” caso fosse aprovada.
Os vetos deixaram a Polônia em uma espécie de limbo, sem capacidade para aplicar as disposições regulatórias do Mercado de Ativos Criptográficos (MiCA). Como consequência, as corretoras nacionais ainda não podem se registrar na Polônia.
Este artigo foi traduzido do inglês usando IA. A versão original em inglês é a fonte autorizada; traduções automáticas podem conter imprecisões, especialmente em terminologia jurídica e regulatória.












