Bem-vindo ao Latam Insights, uma compilação das notícias mais relevantes sobre criptomoedas da América Latina na última semana. Nesta edição, o gado tokenizado ganha destaque como garantia para um empréstimo no Brasil, as remessas em criptomoedas não conseguem ganhar força em El Salvador e a Argentina propõe um projeto de lei para incluir as criptomoedas em seu sistema financeiro.
Latam Insights: Vacas tokenizadas no Brasil, a realidade das remessas em El Salvador e o projeto de lei sobre criptomoedas na Argentina

Principais destaques
- Uma fazenda brasileira obteve um empréstimo de US$ 20 mil usando vacas tokenizadas como garantia, aumentando o valor ao reduzir o risco.
- As criptomoedas representam apenas 0,7% das remessas de El Salvador para 2026, já que os cidadãos continuam optando pelos canais tradicionais.
- Um projeto de lei argentino propõe permitir que fundos comprem criptomoedas e tokenizem títulos, liberando bilhões em demanda.
Da pastagem ao blockchain: como vacas tokenizadas estão revolucionando o financiamento agrícola no Brasil
A fazenda Engendro Velho, localizada no Paraná, Brasil, recebeu um empréstimo de quase US$ 20 mil usando um rebanho de 10 vacas como garantia, utilizando tecnologia descentralizada para digitalizar as informações de cada vaca.
O agricultor recebeu a Nota de Produto Financeiro Rural (CPR-F), no valor de quase US$ 100 mil, da BMP, uma sociedade de crédito direto, e os ativos a serem entregues (cada vaca) foram cedidos à Target FIDC, uma empresa de fintech que registrou a transação utilizando os dados de cada animal.
Embora esse tipo de transação não seja novidade, a tokenização e o monitoramento das vacas permitem que os agricultores obtenham condições mais vantajosas, já que os credores podem examinar a situação do rebanho a qualquer momento, reduzindo os riscos associados a esse tipo de empréstimo.
Humberto Brenner, diretor da Target FIDC, destacou que esse elemento pode fazer com que uma vaca alcance até 2,5 vezes o preço que teria em acordos semelhantes não monitorados. “O monitoramento elimina essa incerteza”, declarou ele.
Cinco anos após a Lei do Bitcoin, as criptomoedas representam apenas 0,7% do mercado de remessas de US$ 5 bilhões de El Salvador
Números divulgados pelo Banco Central de El Salvador revelaram que, durante o primeiro semestre de 2026, apenas US$ 35,4 milhões do volume total de remessas externas foram enviados ao país por meio de canais de moeda digital. O valor representa menos de 1% de todos os fundos enviados ao país em 2026, que ultrapassaram US$ 5 bilhões.
Em comparação, as remessas em dinheiro, que são entregues pessoalmente quando os remetentes viajam de outro país para El Salvador para visitar seus parentes, subiram para 3,8%. Mesmo assim, os números das remessas em criptomoedas são significativamente maiores do que os registrados no primeiro semestre de 2025, quando atingiram US$ 25,4 milhões em volume, um aumento de 39,1%.
O total de remessas no período também subiu de US$ 4,84 bilhões para 5,06 bilhões, um aumento de 219,2 milhões (4,5%). Empresas de remessas e bancos constituem os canais preferidos dos salvadorenhos para enviar dinheiro para casa, intermediando mais de 84% do volume recebido do exterior.
Argentina propõe projeto de lei de desregulamentação abrangente para modernizar os mercados de capitais com criptomoedas e blockchain
Uma versão preliminar do projeto de lei de desregulamentação, elaborada pelo ministro da Desregulamentação, Federico Sturzenegger, propõe mudanças significativas para incluir ativos digitais e tecnologias descentralizadas nos mercados financeiros nacionais, com o objetivo de abrir novas possibilidades para investidores interessados nesses ativos.
Em primeiro lugar, o projeto propõe permitir que fundos de investimento invistam em ativos digitais, desde que isso esteja de acordo com a política de investimento do fundo. Isso geraria uma demanda de bilhões em ativos digitais, de acordo com estimativas iniciais.
“Hoje, os criptoativos são ativos de investimento; é positivo permitir que os fundos invistam neles — sujeito, é claro, às regulamentações que a CNV deve aprovar. Não se trata de qualquer pessoa sair comprando Bitcoin, nem de qualquer criptoativo”, disse uma fonte anônima ao Clarín.
Além disso, o documento aprova a tokenização de todos os títulos negociáveis, incluindo a emissão, custódia, transferência e venda desses ativos por meio de tecnologias descentralizadas.
Este artigo foi traduzido do inglês usando IA. A versão original em inglês é a fonte autorizada; traduções automáticas podem conter imprecisões, especialmente em terminologia jurídica e regulatória.
















