O Banco Central de El Salvador informou que as remessas em criptomoedas não chegaram a atingir 1% do total recebido durante o primeiro semestre de 2026. Apenas US$ 35,4 milhões dos mais de US$ 5 bilhões recebidos pelos salvadorenhos foram liquidados por meio de moedas digitais entre janeiro e junho de 2026.
Cinco anos após a aprovação da lei do Bitcoin, as criptomoedas representam apenas 0,7% do mercado de remessas de US$ 5 bilhões de El Salvador

Principais conclusões
- Apesar de um aumento anual de 39,1%, as criptomoedas representam apenas 0,7% das remessas de El Salvador, o que demonstra uma adoção medíocre.
- Os salvadorenhos ainda dependem dos canais tradicionais, com bancos e empresas processando mais de 84% de todos os fundos.
- A carteira Chivo, patrocinada pelo Estado, está sendo encerrada por meio de um acordo com o FMI, pondo fim às esperanças de economizar US$ 400 milhões em taxas.
Remessas em criptomoedas não conseguem ganhar força em El Salvador
El Salvador, conhecido como o “país do bitcoin”, ainda carece de adoção de moedas digitais no setor de remessas.
Números divulgados pelo Banco Central de El Salvador revelaram que, durante o primeiro semestre de 2026, apenas US$ 35,4 milhões do volume total de remessas externas foram enviados ao país por meio de canais de moeda digital. O valor representa menos de 1% de todos os fundos enviados ao país em 2026, que totalizaram mais de US$ 5 bilhões.
Em comparação, as remessas em dinheiro, que são entregues pessoalmente quando os remetentes viajam de outro país para El Salvador para visitar seus parentes, aumentaram para 3,8%. Mesmo assim, os números das remessas em criptomoedas são significativamente maiores do que os registrados no primeiro semestre de 2025, quando atingiram US$ 25,4 milhões em volume, um aumento de 39,1%.

O total de remessas no período também subiu de US$ 4,84 bilhões para 5,06 bilhões, um aumento de 219,2 milhões (4,5%). Empresas de remessas e bancos constituem os canais preferidos pelos salvadorenhos para enviar dinheiro para casa, intermediando mais de 84% do volume recebido do exterior.
Desde que El Salvador aprovou a chamada “lei do Bitcoin” em 2021, as remessas em criptomoedas não conseguiram ganhar força, com os salvadorenhos no exterior ainda dependendo dos canais tradicionais de remessa para enviar dinheiro.
As remessas foram um dos principais argumentos apresentados pelo governo salvadorenho para a adoção de criptomoedas, permitindo que os cidadãos economizassem dinheiro e obtivessem tempos de liquidação mais rápidos por meio de ativos digitais.
O próprio Bukele promoveu o uso da carteira Chivo — uma carteira patrocinada pelo Estado que agora está encerrando suas operações como parte de um acordo de crédito com o Fundo Monetário Internacional (FMI) — para receber remessas e pagamentos, contornando empresas estabelecidas como a Western Union. Relatórios iniciais estimavam que a mudança para as criptomoedas poderia economizar aos salvadorenhos US$ 400 milhões por ano em taxas de transação e de intermediários.
No entanto, cinco anos desde que o bitcoin foi declarado moeda corrente legal, os ativos digitais representam apenas 0,7% de todos os volumes recebidos pelos salvadorenhos.
Este artigo foi traduzido do inglês usando IA. A versão original em inglês é a fonte autorizada; traduções automáticas podem conter imprecisões, especialmente em terminologia jurídica e regulatória.
















