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Remessas em criptomoedas em El Salvador atingem US$ 17,38 milhões

De acordo com o Banco Central de El Salvador, a parcela das remessas vinculadas a criptomoedas enviadas para El Salvador aumentou quase 50% no primeiro trimestre de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025. Mesmo assim, as remessas em criptomoedas não chegaram a atingir nem 1% do total de remessas do país.

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Remessas em criptomoedas em El Salvador atingem US$ 17,38 milhões

Principais conclusões:

  • O Banco Central de El Salvador informou que as remessas em criptomoedas no primeiro trimestre atingiram US$ 17,38 milhões, um aumento de US$ 5,77 milhões em relação a 2025.
  • Apesar das esperanças de Bukele de desafiar os gigantes das remessas, as criptomoedas representam apenas 0,71% do total de US$ 2,43 bilhões.
  • O crescimento futuro pode estagnar, já que El Salvador vai descontinuar a carteira Chivo para cumprir um acordo de crédito com o FMI de 2025.

El Salvador registra aumento de 49,7% nas remessas em criptomoedas

El Salvador, o chamado “país do bitcoin” da América Latina, registrou um avanço no uso de ativos digitais para remessas.

De acordo com dados oficiais publicados pelo Banco Central de El Salvador, o volume de remessas em criptomoedas subiu para US$ 17,38 milhões no primeiro trimestre, um aumento de US$ 5,77 milhões em relação ao total registrado no primeiro trimestre de 2025.

O aumento ocorre em um momento em que o volume de remessas familiares atingiu US$ 910,81 milhões em março, com o volume total do primeiro trimestre situando-se em US$ 2,43 bilhões, um crescimento de 7,3% em relação ao ano anterior, mesmo com o mundo enfrentando desafios geopolíticos. Os EUA são a principal fonte desses recursos, respondendo por mais de 90% do total recebido pelos salvadorenhos.

No entanto, mesmo com esse aumento, as remessas em criptomoedas atingem apenas 0,71% do volume total, ressaltando a baixa penetração dos ativos digitais em um setor dominado por gigantes tradicionais que ainda cobram taxas significativas por seus serviços.

O desempenho fraco do setor de criptomoedas na indústria de remessas pode ter sido influenciado pelo abandono do bitcoin pelo setor público, após o atual governo assinar um acordo de crédito com o Fundo Monetário Internacional em 2025.

Como resultado, o governo também concordou em descontinuar a carteira Chivo, uma carteira nacional de criptomoedas que havia sido promovida como a ferramenta preferida para remessas e poupança.

O presidente Nayib Bukele promoveu as remessas como um dos principais casos de uso para a adoção do bitcoin em 2021, mas os salvadorenhos têm demorado a adotá-las. Na época, Bukele afirmou que gigantes do setor, como Western Union e Moneygram, poderiam perder até US$ 400 milhões em comissões anuais se os salvadorenhos adotassem o bitcoin para remessas em grande escala.

As remessas para El Salvador são a principal fonte de receita externa do país, atingindo quase 25% de seu produto interno bruto (PIB), superando o turismo e o investimento estrangeiro.

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