O Banco Central do Brasil está avançando na implementação de um sistema de alerta contra ameaças relacionadas a criptomoedas para bancos e corretoras nacionais de criptomoedas. O sistema, já desenvolvido, ajudaria as instituições a identificar, processar, responder e mitigar ataques cibernéticos que utilizem criptomoedas como meio de saída.
Brasil implanta sistema de alertas de criptografia para neutralizar ameaças cibernéticas

Pontos principais
- O Banco Central do Brasil criou um sistema de alertas em tempo real em parceria com a Hypernative para prevenir ataques cibernéticos envolvendo criptomoedas.
- A ferramenta surge em resposta a um ataque ocorrido em julho de 2025, no qual cibercriminosos roubaram US$ 180 milhões e realizaram saques por meio de criptomoedas.
- Grandes corretoras, como a Mercado Bitcoin, integrarão os alertas nas próximas semanas para manter a rastreabilidade dos fundos.
Banco Central do Brasil implementará sistema contra ameaças relacionadas a criptomoedas
À medida que as criptomoedas ganham popularidade no Brasil, os criminosos vêm utilizando cada vez mais o sistema de criptomoedas para fins ilícitos, mas as instituições estão tomando medidas para impedir que isso aconteça.
O Banco Central do Brasil está preparando um sistema que alertaria um grupo conjunto de corretoras e instituições bancárias sobre ameaças envolvendo ativos em criptomoedas. De acordo com o Valor Econômico, o sistema foi desenvolvido em parceria com a Hypernative, uma empresa que busca neutralizar ameaças a ativos digitais antes que elas se concretizem, e já foi testado com participantes do mercado não identificados.
Regina Pedroso, diretora executiva da Associação Brasileira de Tokenização (ABToken), destacou que o sistema começará a ser integrado nas próximas duas semanas, com as entidades recebendo e redistribuindo esses alertas.
A discussão em torno dessa ferramenta ganhou força no ano passado, quando o Banco Central formou um grupo de trabalho contra ataques cibernéticos. Pedroso destacou que a principal preocupação nesses incidentes seria manter a rastreabilidade dos fundos quando eles saem dos canais financeiros tradicionais e entram no setor de criptomoedas.
Em julho de 2025, o Banco Central do Brasil enfrentou um ataque desse tipo quando cibercriminosos exploraram uma vulnerabilidade no software da C&M, uma empresa de middleware, e desviaram US$ 180 milhões do sistema financeiro, sacando parte dos recursos usando bitcoin e USDT por meio de exchanges.
Na época, Rocelo Lopes, CEO da Smartpay, criticou a falta de medidas de proteção para mitigar os danos causados pela exploração da vulnerabilidade.
“O desafio agora é implementar a ferramenta. Ela já foi testada pelo Banco Central, alguns boletins já foram emitidos e, agora, as associações precisam se adaptar para receber e distribuir o alerta”, concluiu Pedroso.
A Foxbit e o Mercado Bitcoin, duas instituições nacionais do setor de criptomoedas, fariam parte do grupo de empresas que implementarão esse sistema de alerta.
Este artigo foi traduzido do inglês usando IA. A versão original em inglês é a fonte autorizada; traduções automáticas podem conter imprecisões, especialmente em terminologia jurídica e regulatória.












