A maior empresa de stablecoins concedeu um empréstimo de US$ 300 milhões à Titan Holdings em março de 2025, parte do conglomerado Master, agora envolvido em uma das maiores fraudes financeiras da história do Brasil. O empréstimo foi concedido pela Tether Investments, braço de capital de risco da Tether.
A Tether move uma ação contra a Titan Holding no Brasil para recuperar um empréstimo inadimplente no valor de US$ 300 milhões

Key Takeaways
- A Tether processou a Titan Holding para recuperar um empréstimo de US$ 300 milhões após a prisão de Daniel Vorcaro e o colapso do banco.
- Alex Thorn, da Galaxy, observa que a Tether é a principal credora CeFi do mercado de criptomoedas, com empréstimos garantidos que chegam a US$ 15,8 bilhões.
- A Tether busca agora congelar os ativos da Titan, embora a inadimplência de US$ 300 milhões não afete o lastro do USDT.
Tether entra com ação judicial para recuperar US$ 300 milhões emprestados ao conglomerado Master
A Tether entrou com uma ação judicial em São Paulo para recuperar US$ 300 milhões emprestados à Titan Holding, uma empresa que faz parte do conglomerado Master, de propriedade de Daniel Vorcaro.
Vorcaro, que foi detido na quinta-feira, também era proprietário do Banco Master, liquidado pelo Banco Central do Brasil em novembro após a detecção de um rombo de US$ 2,2 bilhões em suas reservas.

De acordo com a mídia local, o empréstimo foi concedido pela Tether Investments há um ano, antes de o escândalo do conglomerado Master vir à tona, afetando mais de 1 milhão de clientes. O empréstimo deveria ser pago até 28 de março, 12 meses após sua concessão.
No entanto, até o momento da redação desta matéria, a Tether não recebeu qualquer pagamento da Titan Holdings. Na ação judicial, a Tether solicita que “seja ordenado o congelamento dos ativos financeiros depositados em contas bancárias, aplicações financeiras, investimentos e quaisquer outros ativos financeiros detidos pelos réus Titan, Master Holding e Master Participações”.
Mesmo assim, a Tether está agora entre um grande número de credores que buscam restituição do conglomerado Master, cuja falência causou prejuízos que chegam a dezenas de bilhões.
A Tether esclareceu que esse empréstimo não fazia parte dos fundos que respaldavam a emissão do USDT, pois faz parte de sua carteira de empréstimos.
O evento chama a atenção para o conjunto de empréstimos garantidos da empresa, que compreende 8,25% de suas reservas, ou cerca de US$ 15,8 bilhões. A Tether alega que esses empréstimos são “sobregarantidos por ativos, sujeitos a chamadas de margem e mecanismos de liquidação destinados a manter a cobertura de garantias”, em suas declarações trimestrais.
Alex Thorn, chefe de pesquisa da Galaxy, afirmou em dezembro de 2025 que a Tether era “a maior credora de finanças centralizadas (CeFi) no setor de criptomoedas, com uma carteira de empréstimos superior a US$ 14 bilhões”, enquadrando essas atividades como parte de uma estratégia de diversificação da receita da empresa proveniente de títulos do Tesouro dos EUA.

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