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O gigante bancário brasileiro Bradesco entra na corrida pela custódia de criptomoedas

O banco, que atualmente é a terceira maior instituição financeira do Brasil, confirmou ter encontrado um parceiro para entrar no negócio de custódia de criptomoedas, incluindo stablecoins. O diretor de inovação do Bradesco também indicou que o banco possui uma estrutura interna dedicada a ativos digitais.

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O gigante bancário brasileiro Bradesco entra na corrida pela custódia de criptomoedas

Principais conclusões

  • Revertendo sua postura de 2022, o Bradesco lançará em breve um serviço de custódia de criptomoedas para impulsionar a adoção.
  • Para legitimar o mercado, Renata Petrovic disse que o banco, com 5.300 agências, passará a oferecer custódia completa de criptomoedas.
  • Como parte de dois projetos-piloto internos, o Bradesco testou stablecoins para melhorar os mercados de comércio exterior.

Bradesco anuncia futuro lançamento de serviços de custódia de criptomoedas

As instituições financeiras tradicionais estão correndo para oferecer serviços financeiros baseados em ativos digitais, buscando acompanhar as novas tecnologias e reter seus clientes.

O Bradesco, o segundo maior banco do Brasil com mais de 5.300 agências, anunciou na semana passada que entrará no negócio de custódia de criptomoedas, contando com um parceiro não divulgado.

Renata Petrovic, diretora de inovação do banco, revelou que o banco criou internamente uma estrutura focada em ativos digitais e que essas soluções de custódia serão oferecidas para todo o espectro de criptomoedas.

“Estamos nos preparando para ter um negócio de custódia de ativos digitais; já temos um parceiro que trabalhará conosco, oferecendo custódia abrangente para todos os ativos, incluindo tokens, criptomoedas e stablecoins”, afirmou Petrovic.

Ao explicar o ritmo lento de adoção dessas novas tecnologias no Bradesco, Petrovic afirmou que o banco esperou até que a regulamentação estivesse em vigor antes de entrar no negócio de criptomoedas. “Não nos precipitamos, mas também não ficamos para trás. Há muito tempo nos preparamos para este momento de entrada no mercado”, enfatizou.

Embora o Bradesco não tivesse revelado publicamente suas iniciativas em criptomoedas, ele vinha conduzindo dois projetos-piloto de implementação de soluções de blockchain, incluindo um projeto “conheça seu cliente” (KYC) que tokeniza as credenciais do usuário para facilitar os procedimentos de KYC em compras online. Outra iniciativa implementou o uso de stablecoins para transações de comércio exterior, resultando em ganhos de eficiência.

O anúncio do Bradesco vem depois que o banco havia rejeitado anteriormente o interesse em criptomoedas em 2022. Na época, o CEO do Bradesco, Octavio de Lazari Junior, afirmou que as criptomoedas eram “investimentos que não são tangíveis e são mais arriscados, com as pessoas cientes do risco que estão assumindo e que talvez queiram assumir”, avaliando que o mercado de ativos digitais era “muito pequeno”. No entanto, o banco participou da fase piloto do drex, a moeda digital do Banco Central do Brasil (CBDC).

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