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O bloqueio digital no Irã continua: cidadãos passam 50 dias sem conexão à Internet

O bloqueio digital imposto pelo regime iraniano poucas horas após a coalizão EUA-Israel ter lançado ataques coordenados persiste, com a maioria dos iranianos recorrendo a métodos alternativos para acessar a internet. Mesmo assim, a conectividade ainda atinge apenas 2% do tráfego normal do país.

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O bloqueio digital no Irã continua: cidadãos passam 50 dias sem conexão à Internet

Principais conclusões:

  • A Netblocks relata que o bloqueio de 50 dias do Irã reduziu a conectividade para 2%, causando perdas econômicas de US$ 1,8 bilhão.
  • Sem acesso à internet, os cidadãos iranianos agora enfrentam preços de US$ 5.000 pelo Starlink e VPNs caras para contornar a censura em vigor.
  • Fazlollah Ranjbar, do Parlamento, se opõe à restauração do acesso e apoia o blecaute digital em curso.

1.176 horas sem conectividade à Internet: Irã entra no 50º dia de bloqueio digital

Embora tenham sido feitos alguns avanços nas negociações atuais entre o Irã e a coalizão EUA-Israel após o acordo de cessar-fogo, isso não incluiu a situação de bloqueio digital em curso que afeta quase todos os iranianos.

De acordo com o Netblocks, um observatório da internet, a conectividade do Irã permanece em níveis críticos à medida que o bloqueio digital entra em seu 50º dia, o que significa que os iranianos já suportaram mais de 1.176 horas de desconexão total.

Quase toda a população está agora confinada à Rede Nacional de Informação, a intranet do Irã, enquanto indivíduos na lista de permissões ligados ao governo ainda podem acessar o mundo fora da barreira digital nacional. A conectividade foi reduzida a 2% de seu volume normal, mesmo que relatos indiquem que alguns usuários tenham conseguido acessar a página inicial de busca do Google e alguns de seus serviços.

O bloqueio, que foi justificado pelo ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, como uma questão de segurança nacional para “proteger o povo”, causou prejuízos de milhões à economia iraniana. A Netblocks estima que a medida tenha causado um impacto econômico de quase US$ 1,8 bilhão, além do custo humano da censura.

É improvável que a situação melhore no curto prazo, já que autoridades governamentais manifestaram oposição à regularização do acesso à internet para a população em geral. Em 17 de abril, Fazlollah Ranjbar, membro da Comissão Social do Parlamento iraniano, enfatizou que “pode não ser conveniente que a internet seja acessível nessas condições, pois isso poderia potencialmente fornecer uma plataforma para o surgimento de outras questões”.

Ao mesmo tempo, o uso de alternativas como o Starlink, que pode ser punido pelo regime, tornou-se mais difícil, com os preços disparando para mais de US$ 5.000 no mercado negro. Da mesma forma, redes privadas virtuais capazes de contornar o bloqueio custam até US$ 16 por gigabyte de acesso sem filtragem, segundo a DW.

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