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"Inaceitável": Investigação da Argentina sobre o token Libra é suspensa por falta de ferramentas tecnológicas

A pedido de Eduardo Taiano, promotor responsável pelo caso, a Unidade Federal de Combate ao Crime Cibernético (UFECI) destacou que não dispunha das ferramentas necessárias para realizar uma investigação forense na cadeia de blocos com foco nas carteiras relevantes ativas no momento do lançamento da Libra.

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"Inaceitável": Investigação da Argentina sobre o token Libra é suspensa por falta de ferramentas tecnológicas

Principais conclusões

  • A investigação de Eduardo Taiano sobre fluxos de tokens da Libra no valor de US$ 4,78 milhões ficou paralisada, pois a UFECI não dispõe do software adequado.
  • A paralisação da investigação sobre a Libra afeta a confiança do mercado, enquanto deputados pressionam Eduardo Casal por uma dotação orçamentária para retomar a investigação.
  • A Libra Trust, de Hayden Davis, concederá subsídios corporativos a empresas argentinas antes de novembro.

Investigação sobre o token Libra estagna por falta de recursos

A investigação em andamento sobre a Libra, o token promovido pelo presidente da Argentina, Javier Milei, estagnou, já que o Ministério Público alega não ter recursos para concluir uma análise técnica das carteiras envolvidas em seu lançamento.

De acordo com reportagens locais, Eduardo Taiano, o promotor responsável pelo caso, enviou um pedido à Unidade Especializada em Crimes Cibernéticos (UFECI) para aprofundar a investigação sobre os movimentos realizados pelas carteiras relevantes entre 3 e 13 de fevereiro, que, no total, somam mais de US$ 4,78 milhões.

Infographic on Libra Probe's current status

Em abril, a UFECI respondeu ao pedido de Taiano, afirmando que não poderia atendê-lo devido à falta do software necessário. O órgão, encarregado de investigar as plataformas tecnológicas utilizadas para cometer crimes e elaborar os laudos técnicos necessários para conduzir as investigações, destacou que não possuía as licenças de software necessárias para atender a esse pedido e que o faria assim que possível.

A UFECI havia atendido a solicitações semelhantes porque utilizava uma versão demo por tempo limitado desse software, mas o prazo de validade já havia expirado.

Um grupo de deputados enviou uma carta a Eduardo Casal, procurador-geral da Argentina, solicitando a rápida alocação dos recursos necessários para dar continuidade à investigação.

Maximiliano Ferraro, presidente da ex-Comissão Parlamentar Libra, alertou que era “inaceitável que a investigação judicial do caso Libra fosse paralisada porque unidades especializadas carecem dos recursos ou ferramentas tecnológicas necessárias para rastrear o fluxo de fundos e analisar as carteiras virtuais envolvidas”, destacando que isso era de especial relevância devido ao possível envolvimento presidencial nesses eventos.

“A falta de meios não pode se tornar uma desculpa para paralisar um processo ou um obstáculo para se conhecer a verdade e negar a justiça”, concluiu Ferraro.

O Libra Trust, financiado pelo CEO da Kelsier Ventures, Hayden Davis, com os recursos da venda da Libra, supostamente concederá subsídios a empresas argentinas antes de novembro.

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