O Banco Central Europeu (BCE) e o Banco Central do Brasil analisarão a viabilidade de interligar seus sistemas de pagamentos como parte do Roteiro do G20 para Pagamentos Transfronteiriços. A iniciativa visa expandir o sistema europeu TARGET Instant Payment Settlement (TIPS) para facilitar as liquidações internacionais.
O BCE busca integrar o sistema de pagamentos TIPS com o Pix do Brasil

Pontos principais
- O BCE está estudando uma integração entre o TIPS e o Pix brasileiro para possibilitar pagamentos mais rápidos e baratos entre a UE e o Brasil.
- A conexão entre os sistemas cria uma alternativa de baixo custo ao SWIFT, reduzindo a dependência das redes em dólar americano.
- O BCE planeja novas integrações com o UPI da Índia e redes suíças para ampliar o alcance global dos pagamentos em euros.
Europa testará a interligação de seu sistema de pagamentos com o Pix do Brasil
O BCE está dando os primeiros passos para expandir sua infraestrutura de pagamentos, conectando seus sistemas a outras redes internacionais de pagamentos.
Na quinta-feira, o banco anunciou que estava avaliando a viabilidade de interligar a plataforma TARGET Instant Payment Settlement (TIPS) com o Pix do Brasil, uma rede nacional de pagamentos rápidos, como parte do roteiro de pagamentos transfronteiriços do G20. Em um comunicado à imprensa, a instituição declarou que “exploraria o potencial de interligação entre o TIPS e o Pix, avaliando considerações técnicas, operacionais, jurídicas e comerciais” em estreita colaboração com o Banco Central do Brasil.
À medida que os fluxos econômicos entre a UE e o Brasil crescem, o BCE destacou que essa conexão poderia possibilitar pagamentos instantâneos mais rápidos e de menor custo tanto para usuários de varejo quanto para usuários institucionais nas duas regiões. O Brasil é o décimo maior parceiro da UE, com mais de € 87 bilhões (quase US$ 100 bilhões) em comércio bilateral registrado em 2025.
Embora o TIPS atualmente liquide pagamentos em tempo real em euros, coroas suecas e coroas dinamarquesas, ele também pode ser adaptado para utilizar várias outras moedas, permitindo potencialmente a inclusão do real brasileiro.
Um sistema conjunto entre a UE e o Brasil poderia representar uma alternativa às liquidações via SWIFT, reduzindo a dependência de redes controladas pelo dólar americano. Os EUA têm criticado fortemente o Pix, apontando que ele afasta concorrentes do mercado brasileiro de pagamentos, uma vez que facilita mais de 250 milhões de pagamentos diários liquidados com taxas baixas.
A iniciativa também apoiaria a internacionalização do euro, um ponto considerado um pilar da estratégia da Comissão Europeia desde janeiro de 2021 em sua comunicação “Os sistemas econômicos e financeiros europeus: promovendo a abertura, a solidez e a resiliência”, e que foi reforçado com o recente impulso para acelerar a emissão do euro digital.
Além dessa integração, o BCE também busca estabelecer uma conexão com a Interface Unificada de Pagamentos (UPI), que movimenta mais de 80% de todos os pagamentos digitais na Índia, e com o sistema suíço de pagamentos instantâneos Swiss Interbank Clearing, desenvolvido pelo Banco Nacional Suíço.
Este artigo foi traduzido do inglês usando IA. A versão original em inglês é a fonte autorizada; traduções automáticas podem conter imprecisões, especialmente em terminologia jurídica e regulatória.












