A demanda por criptoativos caiu acentuadamente em julho, já que os números do Banco Central do Brasil indicam que os investimentos em criptomoedas somaram apenas US$ 572 milhões. Isso representa uma queda de 80% mês a mês, à medida que as exchanges se adaptam às novas regras de combate à lavagem de dinheiro anunciadas pelo banco central.
Compras de criptomoedas no Brasil despencam 80% em julho para US$ 572 milhões

Principais conclusões
- As compras de criptomoedas no Brasil em julho despencaram 80% para US$ 572 milhões, enquanto as exchanges se adaptavam a regulações mais rígidas.
- Novas regras do banco central sobre AML e governança reduziram os fluxos cambiais em quase 60% na comparação anual.
- Apesar do tombo mensal, o volume cripto de 2026 atingiu US$ 15,25 bilhões, mais que dobrando o total do ano passado.
Investimentos em criptomoedas no Brasil recuam 80% com intensificação do escrutínio regulatório
A indústria cripto brasileira enfrenta um de seus períodos mais duros, enquanto o mercado local de criptomoedas atravessa uma fase de adaptação regulatória.
De acordo com os dados econômicos mais recentes divulgados pelo Banco Central do Brasil, os criptoativos comprados em julho totalizaram US$ 572 milhões, uma queda acentuada em comparação com os números expressivos que o mercado brasileiro registrou no início deste ano.
Para comparação, em junho, o banco reportou US$ 2,6 bilhões em compras de criptomoedas, o que significa que esse índice, composto por transações reportadas por exchanges estrangeiras, caiu quase 80% mês a mês (MoM).

O banco central declarou que a maioria dessas transações envolveu stablecoins. Para seus fins, o banco classifica tokens digitais como criptoativos com passivos correspondentes.
No entanto, mesmo em comparação com o mesmo mês do ano passado, a queda é relevante: em julho de 2025, foram reportados US$ 1,4 bilhão nessas compras, o que significa que a retração chegou a quase 60%.
Fernando Rocha, chefe do departamento de estatísticas do banco central, explicou esse movimento como parte de um período de adaptação das exchanges de criptomoedas mais relevantes a uma nova realidade regulatória para ativos digitais no Brasil.
Em conversa com o Valor Econômico, Rocha ressaltou que essa queda “reflete um período de reorganização neste mercado de ativos virtuais no contexto do aumento da regulação e da supervisão da atuação do Banco Central neste setor.”
Rocha apontou explicitamente novos controles de combate à lavagem de dinheiro e exigências de governança como elementos-chave por trás dessa redução.
“É um fator importante por trás da redução dos fluxos que observamos no balanço de pagamentos, e teremos de ver, nos meses restantes, como esse item de transações irá se comportar,” concluiu.
No entanto, mesmo com essa queda e uma fiscalização crescente do setor cripto, com as stablecoins como principal alvo, os números de 2026 ainda são amplamente positivos. No acumulado do ano, os investimentos em criptomoedas alcançaram US$ 15,25 bilhões, mais que dobrando os números do mesmo período de 2025 (US$ 7,60 bilhões).
Este artigo foi traduzido do inglês usando IA. A versão original em inglês é a fonte autorizada; traduções automáticas podem conter imprecisões, especialmente em terminologia jurídica e regulatória.












