A Petrobras, empresa estatal brasileira do setor de energia, está testando a blockchain da Cardano para monitorar os benefícios ambientais dos combustíveis renováveis, ampliando um projeto-piloto que visa facilitar a verificação das declarações de emissões.
A Petrobras, gigante estatal brasileira do setor de energia, recorre à Cardano para rastrear combustível

Pontos principais
- A Petrobras está testando ferramentas da blockchain da Cardano para monitorar declarações ambientais relacionadas ao combustível de aviação sustentável e ao diesel renovável.
- Os sistemas foram projetados para criar registros verificáveis e reduzir riscos, como a contagem dupla dos benefícios de redução de emissões.
- Os projetos ainda estão na fase de pesquisa e desenvolvimento, mas demonstram um crescente interesse corporativo na blockchain para relatórios de cadeia de suprimentos e sustentabilidade.
Colocando evidências energéticas na Cardano
A petrolífera estatal está trabalhando com a Fundação Cardano e pesquisadores da PUC-Rio em duas aplicações desenvolvidas na blockchain da Cardano, de acordo com um anúncio divulgado na quarta-feira. Um projeto se concentra no combustível de aviação sustentável, enquanto o outro rastreia o diesel renovável da Petrobras, conhecido como Diesel R.
As iniciativas refletem um esforço mais amplo das empresas para utilizar sistemas de blockchain na manutenção de registros além das criptomoedas, especialmente em cadeias de suprimentos onde as informações podem ser compartilhadas entre produtores, empresas de transporte e clientes.
No caso do combustível sustentável para aviação, o projeto utiliza um sistema de “book-and-claim” que permite que o benefício ambiental associado a uma quantidade de combustível mais limpo seja atribuído separadamente do próprio combustível físico. A blockchain da Cardano registra de onde o benefício se originou e quem, por fim, o reivindicou, com o objetivo de impedir que o mesmo benefício seja contabilizado mais de uma vez.
O sistema também pode gerar certificados para passageiros de companhias aéreas individualmente. Os viajantes podem inserir seus aeroportos de partida e destino e receber um registro digital vinculado a uma alocação de combustível de aviação sustentável, de acordo com a Fundação Cardano.
Um projeto separado aplica tecnologia semelhante ao Diesel R. Ele cria pontos de verificação digitais à medida que o combustível passa pelas etapas de produção, transporte e uso, produzindo o que os desenvolvedores descrevem como um registro contínuo de seu ciclo de vida. O sistema tem como objetivo, em parte, apoiar a divulgação das chamadas emissões de Escopo 3 — emissões indiretas de gases de efeito estufa geradas ao longo da cadeia de suprimentos de uma empresa.
“A transição energética dependerá tanto da confiança quanto dos novos combustíveis”, afirmou Rafael Fraga, líder de Desenvolvimento de Negócios da Fundação Cardano para a América Latina, em comunicado. “À medida que as cadeias de valor se tornam mais complexas, comprovar de onde vêm os dados ambientais, como eles circulam e em quem se pode confiar torna-se fundamental. O blockchain público nos dá a oportunidade de incorporar essa confiança ao sistema desde o início, proporcionando aos setores uma base compartilhada e verificável para a próxima geração de mercados de energia.”
Blockchain como infraestrutura essencial
Ambos os projetos continuam fazendo parte de uma colaboração contínua de pesquisa e desenvolvimento, e não de uma ampla implantação comercial. Mas eles oferecem mais um exemplo de grandes corporações explorando blockchains públicas como infraestrutura para verificar dados comerciais e ambientais, especialmente quando os registros ultrapassam os limites organizacionais.
Para a Petrobras, os experimentos colocam a blockchain ao lado dos combustíveis renováveis como parte de um esforço mais amplo para documentar — e comprovar — alegações relacionadas à transição energética.
O anúncio da Cardano ocorre um dia depois que a CSD BR, empresa brasileira de infraestrutura do mercado financeiro, informou que começaria a espelhar registros de cotas dos fundos de investimento do BTG Pactual no XRP Ledger. A CSD BR, que informou ter mais de US$ 4,2 trilhões (22 trilhões de reais) em ativos registrados, continuará mantendo os registros legalmente válidos em seus sistemas existentes; a blockchain servirá inicialmente como uma camada adicional para verificação e auditoria.
Este artigo foi traduzido do inglês usando IA. A versão original em inglês é a fonte autorizada; traduções automáticas podem conter imprecisões, especialmente em terminologia jurídica e regulatória.












