De acordo com registros do Banco Central de Reserva, apenas 20 provedores de serviços de bitcoin (BSPs) estão operando ativamente em El Salvador, sendo um deles o Chivo, a carteira oficial do governo que em breve será desativada.
89% dos Provedores de Serviços de Bitcoin Registrados Permanecem Inativos em El Salvador
Este artigo foi publicado há mais de um ano. Algumas informações podem não ser mais atuais.

Terra Estéril: Apenas 20 Provedores de Serviços de Bitcoin Operam em El Salvador
Embora El Salvador tenha sido um dos primeiros países a abrir suas portas para serviços de bitcoin e criptomoeda, o interesse por essas soluções tem sido, na melhor das hipóteses, morno. Relatos locais destacaram a pouca relevância que essas soluções tiveram para o salvadorenho médio e agora, os números revelam o fraco crescimento da indústria de criptomoedas no país.
De acordo com números do Banco Central de Reserva, apenas 20 provedores de serviços de bitcoin (BSPs) estão atualmente operando no país. Este número inclui o Chivo, a carteira nacional de criptomoedas que está destinada a ser desativada como colateral ao acordo que o governo firmou com o Fundo Monetário Internacional (FMI).
Enquanto 181 instituições se candidataram para se tornarem provedoras no país, 161 ainda estão registradas como “não operando,” apontando para um alto apelo inicial em entrar em El Salvador seguido por um período de falta de interesse e apatia.
22 dos provedores registrados, mas inativos, falharam em cumprir com os requisitos estabelecidos no quarto artigo do conjunto de regras da chamada lei do bitcoin.
O artigo declara que “cada BSP deve conduzir suas operações com altos padrões de integridade e honestidade em conformidade com esta regulamentação e todas as outras leis e regulamentos aplicáveis.”
Embora o país tenha alcançado algumas vitórias macroeconômicas relevantes, incluindo a realocação da gigante das stablecoins Tether para o país, o próprio Bukele reconheceu que a adoção do bitcoin pelos salvadorenhos não foi o que sua administração esperava.
As remessas em criptomoedas, um dos casos de uso chave que o governo promoveu para o bitcoin, não conseguiram ganhar impulso, com menos de 1% dos fundos enviados utilizando trilhos de criptografia.
Leia mais: Remessas em Criptomoedas Não Ganham Impulso em El Salvador
Em agosto, Bukele observou que o Bitcoin serviu como uma ferramenta eficaz de rebranding para o país em nível internacional. “Nos deu marca, nos trouxe investimentos, nos trouxe turismo,” avaliou.
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