Um relatório recente da Oobit revelou que, em quase todos os mercados da América Latina, a maioria das transações com stablecoins foi realizada utilizando o USDT, que funciona como o substituto de fato do dólar na região. Além disso, a empresa destacou que o uso de stablecoins na região era semelhante ao do dinheiro vivo.
USDT atinge quase 100% de participação de mercado nos principais mercados da América Latina, revela novo relatório da Oobit

Principais conclusões
- A Oobit informou que o USDT detém cerca de 100% do volume do mercado de stablecoins em toda a América Latina, consolidando o domínio da Tether.
- Impulsionando um crescimento de 202% no Brasil, a Oobit conecta carteiras de custódia própria à rede de 150 milhões de comerciantes da Visa.
- A Colômbia se tornou o nono mercado ativo da Oobit, ampliando o uso diário de criptomoedas como dinheiro para as economias locais.
Oobit destaca o domínio da Tether nos mercados de stablecoins da América Latina
O USDT, além de ser a maior stablecoin por capitalização de mercado em todo o mercado de criptomoedas, parece ter uma influência especial nos mercados da América Latina.
A Oobit, empresa de pagamentos e remessas, divulgou um relatório demonstrando o domínio do USDT, a principal stablecoin atrelada ao dólar da Tether, em quase todos os mercados da América Latina onde opera.

De acordo com dados da Artemis e da Obchakevich Research, “o USDT domina absolutamente os volumes de transações de stablecoins da região: na Bolívia, no Peru e no Equador, é efetivamente 100%; na Colômbia, cerca de 98%; e no Chile e no Brasil, aproximadamente 90%”.
O único país onde o USDC, maior concorrente do USDT, detém uma participação relevante no mercado de stablecoins é a Argentina, onde 46% dos volumes transacionados utilizaram essa moeda. No entanto, mesmo lá, o USDT ainda detém 53% de todo o volume.
A Oobit destacou o crescimento que os mercados de stablecoins da América Latina têm experimentado, com o Brasil registrando um crescimento de 202% na atividade desde o lançamento da plataforma, com cada usuário ativo realizando em média 20 transações por mês. A empresa iniciou recentemente suas operações na Colômbia, tornando-se seu nono mercado ativo.
O modelo de negócios da Oobit permite o uso de stablecoins como se fossem dinheiro, com a empresa oferecendo um sistema que permite aos usuários gastar stablecoins diretamente de suas carteiras de autocustódia, como Phantom, MetaMask e Trust Wallet, sempre que um comerciante aceita cartões Visa.
“Convertemos stablecoins em moeda fiduciária instantaneamente por meio da rede regulamentada da Visa: o comerciante recebe a moeda local em segundos, e o usuário nunca sai do ecossistema de criptomoedas”, destacou a empresa, permitindo que os usuários gastem suas stablecoins aproveitando a rede de 150 milhões de comerciantes da Visa.
Essa liberdade permite que a Oobit se aprofunde nas reais necessidades das transações dos usuários com stablecoins. As transações de pagamento são realizadas em supermercados (35%), restaurantes (8,8%), lojas de departamento (5,3%) e fast-food (4,1%). Isso mostra que as stablecoins se tornaram o equivalente criptográfico do dinheiro e não uma demonstração de status, concluiu a Oobit.

















