O projeto, gerenciado pela Adecoagro, uma gigante do setor agrícola, constituirá uma das primeiras iniciativas desse tipo na América Latina. Matheus Lechuga, gerente de projetos da Adecoagro, afirmou que, nesta primeira fase, a empresa busca alcançar eficiência energética.
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Pontos principais
- A Adecoagro e a Tether marcaram o lançamento de uma fazenda de bitcoins verde para 1º de julho, impulsionando assim os mercados ecologicamente corretos.
- Matheus Lechuga revelou uma fazenda de 10 MW para alimentar 1.280 rigs, elevando a eficiência do mercado de bitcoin.
- A Tether comprou a Adecoagro em um negócio de US$ 600 milhões, combinando agricultura e Bitcoin para revolucionar os mercados de energia.
Adecoagro, de propriedade da Tether, vai testar mineração de bitcoin movida a cana-de-açúcar no Brasil
As empresas de mineração estão migrando para fontes de energia mais baratas e ecológicas para manter suas operações economicamente viáveis e proteger o meio ambiente.
A Adecoagro, uma das maiores empresas agrícolas da América Latina, anunciou um novo projeto que busca combinar uma de suas culturas emblemáticas com a ascensão da onda dos data centers. A empresa, que administra mais de 500 mil hectares de terras no Brasil, na Argentina e em outros países da América Latina, está lançando um projeto para abastecer uma fazenda de mineração de Bitcoin com energia obtida da cana-de-açúcar.

De acordo com a mídia local, Matheus Lechuga, gerente de projetos da Adecoagro, apresentou essa iniciativa como parte da agenda “Raízes do Futuro”, demonstrando as futuras operações da empresa no Mato Grosso do Sul.
Ele afirmou:
“Nosso projeto de data center visa validar toda a nossa estrutura e tentar aplicar novos desenvolvimentos tecnológicos. Hoje, o projeto se concentra em uma estrutura voltada para a mineração de Bitcoin, utilizando energia limpa proveniente da cana-de-açúcar.”
Lechuga destacou que o projeto visa gerar 10 MW para alimentar 1.280 rigs de mineração, com o dia 1º de julho como data de lançamento. “O objetivo do projeto é alcançar eficiência energética”, destacou.
O bagaço, um subproduto do processo de refino da cana-de-açúcar, pode ser usado como biocombustível devido ao seu alto teor de fibras. A queima da cana-de-açúcar libera menos dióxido de carbono na atmosfera do que o carbono absorvido pela planta durante o seu crescimento. Isso significa que todo o ciclo é, na pior das hipóteses, neutro em carbono, ou até melhor.
Esta é a primeira iniciativa a combinar as origens digitais da Tether com os pontos fortes agrícolas da Adecoagro para maximizar o uso dos recursos disponíveis e aumentar o balanço patrimonial da empresa. Em julho, as duas empresas assinaram um memorando de entendimento (MoU) para explorar colaborações na mineração de bitcoin.
A Tether adquiriu a Adecoagro após fazer uma oferta de US$ 600 milhões em dinheiro, tornando-se a acionista majoritária no ano passado.

















