As corretoras de criptomoedas poderiam injetar até US$ 5 trilhões em capital de risco nos mercados globais nos próximos cinco anos, de acordo com a Binance Research, que constatou que quase 93% dos usuários de negociação de ações da Binance são provenientes de mercados emergentes.
Binance Research: As corretoras de criptomoedas poderiam injetar US$ 5 trilhões em capital de risco nos mercados

Pontos principais
As corretoras como o novo portal para ações
Em grande parte do mundo em desenvolvimento, abrir uma conta em uma corretora convencional pode significar burocracia, saldos mínimos e acesso limitado a ações dos EUA. As plataformas de criptomoedas contornam grande parte desse atrito, permitindo que os usuários comprem posições fracionárias com stablecoins 24 horas por dia. A Binance adotou esse modelo, e o Bitcoin.com News noticiou o fato quando a empresa disponibilizou mais de 7.000 ações dos EUA para usuários globais com acesso sem comissão, com negociações fracionárias a partir de apenas US$ 5.

A Binance não está sozinha na busca por essa oportunidade, já que a corrida para integrar as infraestruturas de criptomoedas aos mercados de ações já atraiu os maiores nomes do setor, com o CEO da Coinbase, Brian Armstrong, prevendo recentemente que as ações tokenizadas serão “enormes” nos próximos anos. Além disso, o Bitcoin.com News também informou que os reguladores dos EUA estão se preparando para a negociação de ações baseada em blockchain, já que o mercado tokenizado ultrapassou US$ 1,4 bilhão no mês passado.
O modelo, no entanto, não está isento de atritos, e o escrutínio regulatório já forçou recuos em algumas jurisdições, com a própria Binance se retirando da negociação de tokens de ações em Hong Kong há alguns anos. A liquidação da exposição em ações por meio de stablecoins e tokens também levanta questões sobre a proteção dos investidores, a custódia e o quão bem esses produtos se encaixam nas regras de valores mobiliários existentes (todas questões que os reguladores em vários mercados estão apenas começando a abordar).
Os próximos cinco anos
Se a Binance Research estiver minimamente correta, as implicações podem ser enormes, já que um influxo anual de US$ 5 trilhões representaria uma parcela significativa da atividade global de ações, grande parte proveniente de pessoas que estão entrando nos mercados formais pela primeira vez. Isso ampliaria o alcance das criptomoedas muito além da negociação de tokens, posicionando as corretoras como canais de distribuição para ativos financeiros convencionais e atraindo centenas de milhões de novos participantes para o mercado de ações.
As ressalvas são reais, porém, porque projeções desse porte pressupõem que os reguladores permitam a expansão do modelo, que a demanda dos mercados emergentes se mantenha e que as ações liquidadas em stablecoins conquistem confiança duradoura. Os números de volume em todo o setor têm sido irregulares, e uma única medida regulatória restritiva pode encerrar um produto da noite para o dia.
Ainda assim, a direção é bastante clara: as corretoras que começaram como plataformas para bitcoin e ether estão cada vez mais competindo pelo mercado global de negociação de ações. Em meio a tudo isso, a Binance aposta que a maior parte do crescimento virá de mercados que Wall Street há muito tempo negligencia.















