A adoção de stablecoins no Brasil continua a crescer, estendendo-se agora para além do setor de criptomoedas. O principal motivo por trás desse aumento na adoção em diversos setores é que os pagamentos com stablecoins são isentos de impostos, enquanto as transações com moedas fiduciárias são tributadas.
À medida que os impostos vão diminuindo, a adoção de stablecoins continua a crescer no Brasil

Principais conclusões:
- Depois de atingir US$ 6 bilhões em dezembro, a Bloquo observa que as stablecoins agilizam as liquidações B2B para se beneficiar de isenções fiscais.
- Enfrentando reações contrárias, o presidente Lula adiou um imposto de 3,5% sobre stablecoins, protegendo a futura adoção do mercado de criptomoedas.
- O aumento da inflação prejudica a candidatura de Lula a um quarto mandato contra Flávio Bolsonaro, ameaçando as futuras políticas de criptomoedas.
Protegidos da tributação, os casos de uso de stablecoins continuam crescendo no Brasil
A adoção de stablecoins continua avançando no Brasil, onde empresas não diretamente ligadas ao nicho de criptomoedas também estão implementando casos de uso que incluem esses elementos de pagamento atrelados ao dólar.
De acordo com Carlos Russo, CEO da Bloquo, provedora de infraestrutura de blockchain, as stablecoins surgiram como uma forma eficaz de agilizar liquidações B2B. Em entrevista ao Valor Econômico, ele afirmou:
“O mercado hoje está super saudável. Empresas como a nossa operam principalmente no B2B. Atendemos bancos, corretoras e outras empresas que querem trocar moeda por stablecoins.”

Russo destacou que a maioria das agências de viagens internacionais no Brasil agora utiliza stablecoins. Além disso, o executivo mencionou as liquidações com a Bolívia como outro caso de uso para as stablecoins. “Não há dólares na Bolívia. As stablecoins se tornaram a solução”, enfatizou.
As stablecoins, que atingiram volumes de negociação de mais de 29,4 bilhões de reais (quase US$ 6 bilhões) em dezembro, têm uma vantagem sobre as transações fiduciárias padrão. Enquanto estas últimas precisam pagar um imposto sobre transações financeiras, as stablecoins podem ser negociadas livremente.
Embora o governo brasileiro estivesse preparado para tributar as transações com stablecoins, a medida enfrentou forte reação de grupos do setor de criptomoedas, que chegaram a prometer processar o governo. A medida abrangeria uma taxa de 3,5% sobre todos os movimentos de stablecoins, incluindo isenções para usuários que não movimentassem mais de 10.000 reais (quase US$ 1.910) por mês.
Como a iniciativa também enfrentou rejeição de alguns legisladores, relatos indicam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva adiou essa discussão para um hipotético quarto mandato, à medida que seu partido entrava em modo eleitoral.
Embora Lula liderasse as pesquisas no início deste ano, ele enfrenta uma queda nas intenções de voto à medida que o Brasil começa a sentir o impacto da inflação e dos preços mais altos após a escalada do conflito no Oriente Médio. Os mercados de previsão antecipam um empate entre ele e Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, para as eleições de outubro.

Brasil dá marcha à ré na tributação das criptomoedas com a aproximação das eleições presidenciais
Saiba mais sobre a situação da tributação das criptomoedas no Brasil, num momento em que o governo prioriza estratégias eleitorais em detrimento da regulamentação das stablecoins. read more.
Leia agora
Brasil dá marcha à ré na tributação das criptomoedas com a aproximação das eleições presidenciais
Saiba mais sobre a situação da tributação das criptomoedas no Brasil, num momento em que o governo prioriza estratégias eleitorais em detrimento da regulamentação das stablecoins. read more.
Leia agora
Brasil dá marcha à ré na tributação das criptomoedas com a aproximação das eleições presidenciais
Leia agoraSaiba mais sobre a situação da tributação das criptomoedas no Brasil, num momento em que o governo prioriza estratégias eleitorais em detrimento da regulamentação das stablecoins. read more.














