Uma carteira ligada ao cofundador da Ethereum, Joseph Lubin, transferiu 80.001 ether, após mais de três anos de inatividade. A transação ocorreu no momento em que o ETH era negociado a uma cotação mínima local de US$ 1.520 no início desta semana.
A carteira do cofundador da Ethereum, Joseph Lubin, volta a apresentar atividade após três anos, movimentando 80.001 ETH no valor de US$ 121,6 milhões

Pontos principais
Uma carteira há muito inativa desperta
A carteira ainda detém 243.300 ETH no valor de aproximadamente US$ 370 milhões, e os 80.001 ETH que saíram dela representam cerca de um terço desse saldo. A carteira não movimentava fundos há mais de três anos antes da transação.
Lubin é uma das figuras mais proeminentes do mundo das criptomoedas, tendo cofundado a Ethereum, a maior blockchain de contratos inteligentes, além de dirigir a Consensys, a empresa de software por trás da carteira MetaMask. Ele também preside a Sharplink, uma empresa de gestão de ativos em ether, e estimativas do setor apontam que suas participações pessoais em ETH chegam a centenas de milhares de moedas.

Consequentemente, qualquer movimento significativo relacionado às suas carteiras pode alterar o sentimento do mercado, mesmo quando o objetivo das transferências permanece desconhecido. E apesar dos rumores de venda em torno da última movimentação, vale mencionar que grandes detentores também podem transferir tokens por motivos como mudanças de custódia, staking ou negociações no mercado de balcão (OTC).
Ainda assim, o momento chamou a atenção, já que a transferência ocorreu durante um dos períodos mais fracos do ether no ano, com uma queda de aproximadamente 47% em 2026 (e
uma perda de 32% somente até maio). Uma carteira de baleia reativada em um momento como esse tende a assustar os traders, que ficam atentos a sinais de que os primeiros detentores estão reduzindo sua exposição.A transferência também alimentou uma narrativa mais ampla de liquidação em ativos digitais, com a ETH testando repetidamente níveis de suporte mais baixos nas últimas semanas e grandes saldos, anteriormente inativos, movimentando-se na cadeia, amplificando os temores em um momento em que a liquidez já é escassa.
A postura otimista de Lubin
A atividade na cadeia contrasta com as declarações públicas de Lubin, já que ele tem sido um dos defensores mais veementes das empresas de tesouraria focadas em ether (empresas de capital aberto que detêm ETH), chamando seus modelos de “inovação profunda”. Ele também argumentou que toda a economia mundial acabará sendo tokenizada, uma tese que ele vinculou diretamente ao papel de longo prazo do Ethereum.
Essa discrepância entre uma postura pública otimista e uma carteira inativa que se movimenta durante uma recessão é precisamente o que torna a transferência notável, e os observadores estarão atentos a transações subsequentes para avaliar se os fundos foram reposicionados para custódia ou staking, ou encaminhados para uma venda.
Por enquanto, a transferência continua sendo apenas um dado isolado, não um veredicto. A questão principal é se mais dos 243.300 ETH restantes da carteira seguirão o mesmo caminho e se alguma parte chegará a um endereço de depósito em uma bolsa. Se as moedas permanecerem onde estão ou forem direcionadas para staking, o episódio será interpretado como uma gestão de tesouraria de rotina por parte de detentores de longo prazo.
No entanto, se o ETH chegar a uma bolsa, toda a interpretação pode mudar, potencialmente causando ainda mais perdas nos próximos dias. Da forma como as coisas estão, o índice de medo e ganância das criptomoedas está em 12 (ou seja, medo extremo) e mais movimentos como esses podem fazer com que o número caia ainda mais.














