Uma série de transferências de barras de ouro para o exterior pelo governo argentino provocou uma série de críticas por trás dessa ação, levando vários legisladores a questionar o sigilo deste assunto. Enquanto especialistas afirmam que esse movimento tem a ver com a utilização eficiente desses recursos, o governo não emitiu declarações oficiais sobre o assunto.
Sigilo sobre Transferências de Barras de Ouro Argentinas para o Exterior Desperta Críticas de Legisladores
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O Sigilo do Governo Argentino Sobre Transferências de Ouro para o Exterior Preocupa Legisladores
O sigilo das recentes transferências de ouro argentino para o exterior preocupa legisladores e políticos, que não têm nenhuma informação sobre o destino ou as motivações por trás dessas transferências. Sergio Palazzo, um legislador argentino, revelou recentemente ter feito várias solicitações de informação pública que o Banco Central da Argentina negou.
Palazzo relatou que a instituição se recusou a responder a essas solicitações, apoiando esta ação nos perigos de abrir essas informações ao público geral. Ele disse que o banco central declarou:
Qualquer dado ligado à localização geográfica… poderia colocar em risco a segurança desses ativos, com seu consequente impacto no apoio à política monetária e cambial implementada, o respaldo dos depósitos, e a segurança do sistema financeiro.
Juliana Di Tullio, uma senadora nacional, também encaminhou uma solicitação de informação ao Ministério da Economia, declarando que exercerá ação legal se ela não for respondida satisfatoriamente. A nota questiona o ministério sobre o número de toneladas de ouro que foram transferidas, se foi realizado um estudo de risco sobre a movimentação desses recursos e o custo de movê-los, entre outros assuntos.
Embora não haja informações oficiais sobre isso, Palazzo estima que tenham ocorrido 4 ou 5 transferências de ouro para o exterior, sem especificar o país de destino.
Fontes locais com conhecimento do assunto informaram à Infobae que essas transferências obedeceram a uma questão de eficiência na utilização de recursos e que manter essas reservas no exterior facilitava o caminho para utilizá-las de diferentes maneiras.
No entanto, alguns países enfrentaram dificuldades para recuperar o controle das reservas de ouro sob a custódia de terceiros. A Venezuela ainda está envolvida em uma batalha legal para repatriar mais de US$ 1,8 bilhão em barras de ouro mantidas no Reino Unido.
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