Ruanda deu um passo significativo em direção à regulamentação das transações de ativos digitais, ao revelar um projeto de lei que rege os ativos virtuais.
Ruanda Apresenta Projeto de Lei para Regularizar Ativos Virtuais, Fornecendo Clareza e Supervisão
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Abordando Preocupações da FATF
Os reguladores de Ruanda recentemente revelaram um projeto de lei regulando ativos virtuais no país africano. O lançamento do projeto, que identifica a Autoridade de Mercados de Capitais (CMA) como a autoridade reguladora que supervisiona a indústria de ativos virtuais, é visto como um passo chave para alcançar o objetivo de Ruanda de regulamentar as transações de ativos digitais.
De acordo com um relatório local, as autoridades financeiras de Ruanda estão esperançosas de que a estrutura ajude a fomentar a inovação enquanto mitiga os riscos associados. O relatório cita Carine Twiringiyamana, gerente de licenciamento e aprovações da CMA, elogiando a liberação do projeto, que aborda preocupações levantadas pelo Grupo de Ação Financeira Internacional (FATF).
“Uma preocupação importante levantada pelo Grupo de Ação Financeira é que os ativos virtuais podem ser usados como um canal para lavagem de dinheiro. É por isso que essas regulamentações estão sendo introduzidas para mitigar tais riscos, além de fornecer orientação clara ao público e aos prestadores de serviços de ativos virtuais,” disse Twiringiyamana.
Lançado ao público em 6 de março, o projeto de regulamentações de criptomoedas de Ruanda deve fornecer clareza legal e supervisão para representações digitais de ativos do mundo real. A revelação do projeto ocorre pouco mais de dois anos após o Banco Nacional de Ruanda (BNR) alertar instituições financeiras contra o envolvimento em transações relacionadas a criptomoedas. Naquela época, o BNR sugeriu que essa proibição seria levantada assim que uma estrutura regulatória estivesse em vigor.
Além de estipular o papel da CMA em relação aos ativos virtuais, o projeto clarifica que qualquer empresa que pretenda fornecer serviços de ativos virtuais deve solicitar e garantir aprovação deste regulador. A Seção 10 do projeto reitera que os ativos virtuais não são reconhecidos como moeda legal dentro de Ruanda.
Da mesma forma, o uso de ativos virtuais como meio de pagamento de bens, serviços, dívidas ou qualquer outra obrigação financeira dentro de Ruanda é proibido. A Seção 11 do projeto também afirma que nenhuma entidade legal ou pessoa natural está autorizada a operar uma instalação de mineração de criptomoedas, ATM de ativos virtuais ou um serviço de mixer ou tumbler.
Enquanto isso, Twiringiyamana disse que indivíduos que são vítimas de fraude com criptomoedas podem encaminhar suas queixas ao Escritório de Investigação de Ruanda (RIB), que é responsável por investigar crimes financeiros. No entanto, uma vez que as regulamentações propostas sejam aprovadas, a CMA assumirá esta e outras responsabilidades.
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