O petróleo Brent ultrapassou os US$ 116 por barril na quinta-feira, à medida que ataques coordenados contra a infraestrutura energética do Golfo abalaram as expectativas de abastecimento global e intensificaram os temores de uma interrupção prolongada.
O preço do petróleo dispara para US$ 120, enquanto ataques no Oriente Médio afetam gravemente a infraestrutura energética

Preços do petróleo bruto disparam à medida que choque de oferta substitui interrupções no transporte marítimo
A referência global atingiu brevemente US$ 116 antes de recuar ligeiramente, encerrando uma alta dramática de mais de 60% desde o final de fevereiro, quando os preços oscilavam abaixo de US$ 73. O movimento mais recente segue uma onda de ataques com mísseis e drones iranianos contra instalações críticas de petróleo e gás no Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos (EAU) e Arábia Saudita.
A escalada marca um ponto de inflexão no conflito que começou em 28 de fevereiro, quando forças dos EUA e de Israel lançaram a Operação Epic Fury, visando a infraestrutura nuclear e militar iraniana. Embora os primeiros ataques tenham evitado os principais centros de produção, essa contenção ruiu esta semana após ataques atingirem o campo de gás de South Pars, no Irã, o maior do mundo.
O Irã respondeu rapidamente, declarando a infraestrutura energética do Golfo como “alvos legítimos” e emitindo alertas para a evacuação de instalações em toda a região. Em poucas horas, locais-chave ligados às cadeias de abastecimento globais foram alvo de ataques.

No Catar, mísseis atingiram a Cidade Industrial de Ras Laffan, o maior centro de exportação de GNL do mundo, responsável por quase um quinto dos embarques globais. Foram relatados incêndios e danos, embora a produção já tivesse sido reduzida no início do conflito.
O Kuwait relatou ataques com drones a instalações ligadas às refinarias de Mina al-Ahmadi e Mina Abdullah, ambas as quais sofreram incêndios que foram posteriormente controlados. Não foram relatadas vítimas, embora os incidentes tenham aumentado as preocupações crescentes sobre a estabilidade da produção regional.
Nos Emirados Árabes Unidos, paralisações atingiram as instalações de gás de Habshan e o campo petrolífero de Bab após ameaças de mísseis e detritos de interceptações. A Arábia Saudita relatou danos limitados após um ataque aéreo ter como alvo a refinaria SAMREF em Yanbu, enquanto mísseis adicionais direcionados a Riade foram interceptados.
A reação do mercado foi imediata. O petróleo Brent subiu até 11% em um dia antes de se estabilizar na faixa de US$ 114 a US$ 116. O West Texas Intermediate ficou para trás, sendo negociado entre US$ 96 e US$ 98, já que a liberação da reserva estratégica dos EUA amenizou a pressão sobre os preços internos.
Os mercados de gás natural também reagiram fortemente. Os preços de referência europeus subiram entre 16% e 35% em um único pregão, refletindo os temores de que as interrupções estejam passando das rotas de transporte para perdas reais de produção.
O Estreito de Ormuz, que transporta cerca de 20% do fluxo global de petróleo, permanece amplamente bloqueado, reduzindo as exportações regionais em pelo menos 60% em comparação com os níveis pré-conflito. Analistas alertam agora que a situação evoluiu além das restrições logísticas, transformando-se em um choque direto de oferta.
Especialistas em energia afirmam que a diferença é significativa. Interrupções no abastecimento ligadas a danos na infraestrutura são muito mais difíceis de restaurar do que redirecionar petroleiros ou ajustar rotas de navegação, aumentando os riscos tanto para os mercados quanto para os formuladores de políticas.

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Autoridades americanas estariam avaliando opções para reabrir rotas de petroleiros, enquanto produtores do Golfo tentam redirecionar as exportações sempre que possível. Ainda assim, a perda de capacidade, combinada com os ataques em curso, fez com que os mercados precificassem uma escalada ainda maior.
Analistas observam que os preços podem subir para US$ 130 se os ataques se expandirem ou persistirem, enquanto qualquer avanço diplomático poderia aliviar a pressão. Por enquanto, os traders estão reagindo a interrupções reais, não apenas ao risco geopolítico.
Perguntas frequentes 🛢️🛢️
- Por que os preços do petróleo estão subindo nos EUA?
Os preços do petróleo estão aumentando devido aos ataques no Oriente Médio, que estão interrompendo o abastecimento global e bloqueando rotas marítimas importantes. - O que é o Estreito de Ormuz e por que ele é importante?
É uma rota marítima crítica para cerca de 20% do petróleo global, e sua interrupção limita o abastecimento mundial. - Até quanto os preços da gasolina podem subir nos EUA?
Analistas estimam que a gasolina pode chegar a US$ 4,50 a US$ 6 por galão se as interrupções continuarem. - O que causou o último aumento nos preços do petróleo?
Ataques com mísseis e drones contra as principais instalações de petróleo e gás do Golfo geraram temores de perdas sustentadas na produção.















