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O Brasil se Prepara para Permitir que Instituições Tradicionais Adotem Criptomoedas

Este artigo foi publicado há mais de um ano. Algumas informações podem não ser mais atuais.

O Banco Central do Brasil está se preparando para abrir o mercado de criptomoedas para instituições financeiras tradicionais, que poderão operar neste setor com clareza após a promulgação da próxima regulamentação. Pequenas startups de criptomoedas poderão enfrentar desafios para regularizar sua situação devido ao alto padrão que este framework irá impor.

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O Brasil se Prepara para Permitir que Instituições Tradicionais Adotem Criptomoedas

Banco Central do Brasil Elabora Regulamentação Ajudando Finanças Tradicionais a Entrar no Cripto

As autoridades brasileiras estão se preparando para estabelecer as bases que permitirão que instituições financeiras tradicionais (tradfi), como bancos, corretoras e plataformas de investimento, entrem no mercado de criptomoedas. O Banco Central do Brasil está prestes a aprovar regulamentos rigorosos que imporão novas restrições às pequenas startups de criptomoedas, que dominaram o mercado desde seu início.

No entanto, a mídia local estima que muitas empresas de criptomoedas brasileiras não conseguirão cumprir os requisitos do novo framework, incluindo a obtenção de uma licença de provedor de serviços de ativos virtuais (VASP). As instituições tradfi terão uma entrada mais fácil devido ao maior nível de conformidade que já enfrentam.

De acordo com insiders, o banco central já decidiu estabelecer requisitos mínimos de capital operacional para indústrias de criptomoedas, dependendo de suas operações. Para intermediários, isso será de um milhão de reais (cerca de US$ 174.000), enquanto será o dobro para custodians. Corretoras, capazes de realizar as duas atividades, terão que registrar três milhões de reais em capital (cerca de US$ 522.000).

Isso garantiria que as instituições tenham os recursos para salvaguardar a segurança do capital dos clientes. No entanto, isso também limitará as atividades de microempresas de criptomoedas no Brasil.

Fabio Rodarte, associado da Levy e Salomão, criticou essa ação devido ao tratamento igual de todos os participantes no mercado brasileiro. “O banco central poderia ter estabelecido outros requisitos de autorização de forma proporcional aos riscos individuais e sistêmicos oferecidos,” ele avaliou.

Os interessados na indústria estão preocupados com a inclusão de mais regras de conformidade que exigem ferramentas adicionais nesta nova regulamentação. Um especialista não identificado do setor notou que a regra de viagem é particularmente preocupante. “Se você pegar tudo o que teremos que reportar ao IRS, além do que teremos que reportar ao Banco Central, as ferramentas que temos não serão suficientes,” ele concluiu.

O banco espera finalizar essas regras até 2025, equilibrando proteção ao usuário e inovação no setor.

Leia mais: Banco Central do Brasil Visa Finalizar Regulamentação de Intercâmbio de Criptomoedas até o Início de 2025

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