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Ministro Venezuelano Comenta Que 25% do Comércio Pode Ser Realizado Fora do Dólar Americano

Este artigo foi publicado há mais de um ano. Algumas informações podem não ser mais atuais.

O Ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yvan Gil, afirmou que esse novo estado de coisas no comércio internacional foi possível devido ao impulso que a Rússia e o bloco BRICS exerceram para contornar o dólar dos EUA.

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Ministro Venezuelano Comenta Que 25% do Comércio Pode Ser Realizado Fora do Dólar Americano

Ministro venezuelano Yvan Gil: 25% do Comércio Pode Ser Realizado Longe do Dólar

Os mercados de comércio internacional têm evoluído para abrir suas possibilidades ao uso de moedas diferentes do dólar dos EUA. Esta é a opinião do Ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yvan Gil, que comentou sobre as mudanças na política comercial que um mundo multipolar trouxe para as liquidações internacionais.

Em um artigo recente comemorando 80 anos de relações internacionais com a Rússia, Gil observou que esse desenvolvimento foi possível devido ao surgimento do bloco BRICS, uma organização integrada por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Egito, Etiópia, Indonésia, Irã e os Emirados Árabes Unidos, e seu impulso de desdolarização.

Gil declarou:

Pelo menos 25% das operações comerciais globais podem ser conduzidas sem estarem ligadas ao dólar (sem usar o dólar), o que será um passo significativo em direção a uma maior independência financeira dos países sujeitos a sanções.

Gil avaliou que esse movimento foi favorecido pela estrutura atual dos BRICS, que não inclui regras rígidas para comercialização. Embora o bloco tenha se abstido de lançar sua própria moeda, os BRICS estão atualmente estudando o estabelecimento de um sistema de pagamentos baseado em moedas nacionais sob a presidência do Brasil.

Segundo relatórios, esse sistema pode ser baseado em criptomoeda, pois permitiria seguir diretrizes diferentes em comparação com um equivalente baseado em moeda fiduciária.

Embora a Venezuela não tenha sido aceita para fazer parte do bloco BRICS+ já que o Brasil vetou sua entrada, o país se beneficiou dessa mudança no comércio internacional. Assim como a Rússia, a nação enfrentou sanções do governo dos EUA, que designou a empresa estatal de petróleo PDVSA como “Nacional Especialmente Designada” (SDN) em 2019.

Sergey Lavrov, o Ministro das Relações Exteriores da Rússia, reforçou a relevância dos desejos da Venezuela de contribuir para os BRICS, destacando que a organização é “uma associação que serve de canal para os interesses dos países do Sul global e do Leste, um dos pilares de suporte da ordem mundial multipolar.”

Leia mais: A Venezuela Provavelmente Continuará Usando Cripto para Contornar Novo Conjunto de Sanções dos EUA

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