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Milei dá marcha atrás na dolarização: “O povo não quer isso”

Durante uma entrevista recente, o presidente Javier Milei afirmou que o maior obstáculo à dolarização na Argentina era o fato de a população não querer isso. Ele destacou que, mesmo quando o governo aprova o uso do dólar para transações financeiras, as pessoas continuam sem utilizá-lo.

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Milei dá marcha atrás na dolarização: “O povo não quer isso”

Principais conclusões:

  • Javier Milei admite que sua iniciativa de dolarização estagnou; os cidadãos preferem o peso, o que complica futuras reformas.
  • A política de concorrência monetária de Milei, que permitia o uso de moedas como o dólar, fracassou, deixando o peso como moeda padrão.
  • Após o levantamento das restrições cambiais, Scott Bessent e os EUA intervieram em outubro para estabilizar o valor do peso.

O presidente Javier Milei explica por que a Argentina ainda não adotou o dólar

O presidente Javier Milei explicou por que o processo de dolarização da Argentina pode ser mais complexo do que o esperado, já que encontrou um obstáculo significativo.

Milei, que fez campanha e venceu a presidência argentina com a promessa de adotar o dólar americano como moeda fiduciária, acabar com o peso argentino e dissolver o banco central, reconheceu um novo obstáculo aos seus planos.

Durante uma recente entrevista na TV, Milei destacou que a principal questão na dolarização do país era a falta de aceitação por parte dos argentinos, que não abraçaram o dólar e continuam a usar o peso argentino.

“As pessoas não querem isso”, disse Milei, referindo-se ao uso do dólar americano em vez do peso argentino. “Propusemos a dolarização endógena. Endógena. Ou seja, se você quiser, pode fazer suas transações em dólares, mas as pessoas não o fazem. Promulgamos uma anistia fiscal, mas as pessoas não aproveitam”, enfatizou.

Além disso, Milei destacou que, “estritamente falando, não se pode forçar as pessoas a fazer nada”. As declarações foram criticadas nas redes sociais, com alguns alegando que Milei havia usado a dolarização como motivação para atrair os argentinos a votarem nele, apenas para abandonar a promessa posteriormente.

Em 2024, Milei declarou que implementaria um sistema de concorrência monetária, permitindo que os argentinos usassem a moeda de sua escolha, incluindo o bitcoin, para realizar transações financeiras.

Ele também suspendeu parcialmente os controles cambiais, estabelecendo um sistema flutuante que permitiria ao dólar flutuar dentro de uma banda de preço fixa. No entanto, isso saiu pela culatra, e Milei teve que receber ajuda do governo Trump para controlar a taxa de câmbio do dólar. “A Argentina é um farol na América Latina. Isso não é um resgate financeiro; é comprar na baixa e vender na alta. O peso está subvalorizado”, disse o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, em outubro.

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