Empresas de capital de risco e investidores-anjo estão supostamente contornando períodos de bloqueio para tokens de criptomoedas ao usar empresas de criação de mercado para negociá-los fora do mercado.
Market Makers acusados de ajudar investidores a contornar acordos de tokens bloqueados
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Construindo ‘Livros Bilaterais’
Algumas empresas de capital de risco (VC) e investidores-anjo supostamente criaram métodos que lhes permitem descarregar tokens bloqueados antes que possam ser negociados no mercado aberto. De acordo com um relatório da Bloomberg, empresas de criação de mercado estão ajudando investidores a contornar acordos que controlam como os tokens bloqueados são injetados na circulação.
Conforme o relatório, empresas de criação de mercado como Wintermute, Flowdesk e Caladan estão facilitando essas negociações. GSR e o Laser Digital da Nomura Holdings Inc. também estão envolvidos nesta prática, o que alivia a pressão sobre alguns VCs que viram suas perspectivas de gerar retornos tangíveis diminuírem nas últimas semanas.
Joshua Lim, co-chefe de Mercados na Falconx Global, disse que os criadores de mercado implicados nesta prática estão “construindo livros bilaterais sobre esses tokens que existem fora das exchanges centralizadas.” David Bachelier, diretor de mercados da Flowdesk, é citado no relatório confirmando a existência de um mercado secundário para tokens bloqueados.
“Desde meados de 2023, testemunhamos um mercado secundário em rápido desenvolvimento para tokens bloqueados. Embora ainda não seja um mercado bidirecional totalmente funcional por várias razões, a demanda sugere um potencial significativo para inovação e crescimento,” disse Bachelier.
Jonathan Chan, da Wintermute, ecoou os mesmos sentimentos e acrescentou que investidores individuais também estão interessados em usar esses tokens para fins de proteção. Embora isso possa ser feito com a permissão expressa do projeto de criptomoeda que emitiu os tokens, fontes anônimas no relatório da Bloomberg sugeriram que essa prática ainda pode ser realizada sem tal permissão.
Enquanto isso, alguns críticos na indústria de criptomoedas expressaram descontentamento com a prática, que argumentam prejudica os projetos envolvidos. Um desses críticos, José Maria Macedo, criticou VCs e investidores-anjo envolvidos nesta prática.
“Opinião impopular: Anjos/VCs que protegem tokens bloqueados sem permissão da equipe são ratos. Eles estão prejudicando diretamente os projetos ao despejar nos fundadores que deveriam estar apoiando. As equipes deveriam ser mais agressivas em processar esses ratos por violação de contrato + nomear e envergonhar para que outros possam evitar,” disse Macedo.
Ele argumenta que o único cenário em que essa prática beneficia a todos é quando um projeto aprova a venda secundária.














