Bem-vindo ao Latam Insights, um compêndio das notícias econômicas e de cripto mais relevantes da América Latina na última semana. Na edição desta semana, o Itaú revela que está considerando lançar sua própria stablecoin, o Brasil proíbe fundos de aposentadoria de investir em cripto e também defende pagamentos em moeda local como membro do BRICS.
Latam Insights: Maior Banco da Latam Considera Stablecoin, Brasil Proíbe Fundos de Aposentadoria de Investirem em Cripto

Maior Banco do Brasil Considera Stablecoin, Aguarda Regulamentação
Bancos em todo o mundo estão examinando stablecoins e como esses novos ativos podem se encaixar em seus modelos de negócios. O Itaú Unibanco, o maior banco do Brasil e da América Latina, recentemente sugeriu a possibilidade de emitir uma stablecoin interna para atender seus mais de 55 milhões de clientes.
Guto Antunes, chefe de ativos digitais do Itaú, declarou que este interesse aumentou após a mudança de postura do governo dos EUA em relação às criptos e a relevância que as stablecoins ganharam após serem mencionadas como ferramentas para promover e proteger a soberania do dólar.
Em um evento do banco, Antunes afirmou:
Claro, está sempre na pauta. A questão das stablecoins sempre esteve no radar do Itaú. Não podemos ignorar o poder que o blockchain tem para liquidar transações atomicamente.
Brasil Proíbe Fundos de Aposentadoria de Investir em Criptomoeda
O Brasil deu mais um passo para trás quando se trata de abrir para a adoção do bitcoin e inovação como um ativo de investimento. O Conselho Monetário Nacional, uma das principais instituições de alto nível que emitem políticas econômicas e monetárias, emitiu uma resolução que proíbe diretamente fundos de aposentadoria de investir em criptomoeda, referida como “ativos virtuais”.
Resolução 5.202, publicada em 27 de março, altera uma resolução anterior sobre as regras que as entidades de previdência complementar devem seguir. Agora afirma que essas entidades não podem “adquirir ou manter, direta ou indiretamente, investimentos em ativos virtuais.”
A proibição também se aplica a investimentos em empresas que também investem em bitcoin ou outros ativos digitais, fechando as brechas disponíveis para investir indiretamente em bitcoin através de empresas como a Strategy.
BRICS Expande Plano de Independência Monetária enquanto Brasil Defende Acordos sem Dólar
O Ministério da Fazenda do Brasil reafirmou seu compromisso em expandir o uso de moedas nacionais no comércio entre as nações do BRICS, segundo a secretária Tatiana Rosito. Falando na segunda-feira em uma entrevista ao portal web BRICS Brasil 2025 em Buenos Aires, Rosito indicou que o Brasil está preparado para apoiar qualquer iniciativa que reduza a dependência do dólar americano nas transações intra-bloco. Ela foi citada pela agência de notícias russa Tass afirmando:
O comércio em moedas locais já está em andamento, por exemplo, entre Brasil e China. Não existem obstáculos para isso do lado do Brasil.
A aliança BRICS—que agora inclui Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Egito, Etiópia, Indonésia, Irã e os Emirados Árabes Unidos (EAU)—está avançando em direção a estratégias financeiras que reduzem a dependência externa. Uma dessas iniciativas é a criação do Novo Banco de Desenvolvimento, que Rosito destacou como uma pedra angular desta mudança.
Para acompanhar todos os últimos desenvolvimentos em cripto e na economia da América Latina, inscreva-se no nosso boletim Latam Insights abaixo.














