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Latam Insights Encore: O Imposto sobre Remessas de Stablecoin do Brasil Está Condenado Desde o Início
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Latam Insights Encore: Se Aplicado, Imposto sobre Remessas com Stablecoin no Brasil Será um Prejuízo Líquido para a Indústria
Às vezes, enquanto a tributação parece o passo certo a tomar, especialmente ao adotar a abordagem de “mesma atividade, mesmo risco, mesma regulamentação”, a viabilidade e as possíveis desvantagens de um imposto superam seus benefícios. Este pode ser o caso da proposta de tributação de remessas de stablecoins recentemente sugerida pelo Banco Central do Brasil aos interessados da indústria.
Embora isso possa trazer ao estado brasileiro uma fatia de todos os bilhões transacionados em stablecoins no Brasil, sendo esses tokens os que lideram o mercado local, esse tipo de imposto discricionário apresenta dois problemas: a viabilidade de sua aplicação e o efeito que pode ter na atual indústria de câmbio.
O primeiro se relaciona com as manobras de monitoramento de usuários que as exchanges adotariam para cumprir essa diretriz. Embora essa decisão e suas regras ainda não tenham sido finalizadas e ainda sejam uma proposta, já há preocupações sobre o nível e a extensão da tecnologia necessária para seguir essa futura diretriz. Por exemplo, os interessados da indústria já estão preocupados sobre se isso se aplicaria apenas aos usuários que fazem essas transações usando trilhos de exchange ou se a exchange teria que monitorar os movimentos dos usuários após os fundos saírem de sua custódia.
Esse imposto também incentivaria os usuários a deixar as exchanges e usar carteiras de autocustódia para mover esses fundos, tornando a aplicação de tal regra inviável e reduzindo os ganhos de remessa para as exchanges, que podem cobrar uma taxa dessas transações. Os insiders da indústria estão cientes disso, com um não identificado afirmando que o mercado “encontraria alternativas”, e que os usuários “não quereriam pagar um spread imposto pelo Banco Central”.
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