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Latam Insights Encore: O Brasil Luta uma Guerra Sem Sentido Contra Stablecoins

Bem-vindo ao Latam Insights Encore, um mergulho profundo nas notícias econômicas e de criptomoedas mais relevantes da América Latina na última semana. Esta edição examina como as regras propostas pelo governo brasileiro que proibiriam a autoadministração de stablecoins são inúteis, já que os brasileiros encontrarão uma maneira de contorná-las.

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Latam Insights Encore: O Brasil Luta uma Guerra Sem Sentido Contra Stablecoins

Latam Insights Encore: Brasil Não Conseguirá Proibir a Autoadministração de Stablecoins

O crescente interesse por stablecoins na América Latina e os recentes relatórios do Itaú, o maior banco brasileiro, sobre a possibilidade de emitir sua própria stablecoin, abrem as portas para a inovação nesses mercados.

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No entanto, a regulação sempre atrapalha. O Itaú declarou que ainda estava aguardando um marco regulatório para definir o tratamento desses ativos e as regras por trás de sua operação. Em particular, um elemento de proposta que proibiria os brasileiros de usarem stablecoins em uma carteira autoadministrada.

Se aprovada, essa determinação alcançaria o oposto do que se pretende: não trará o uso de stablecoins para a supervisão das autoridades governamentais, mas certamente empurrará esses usuários para a clandestinidade, possibilitando uma economia paralela em torno do uso desses ativos.

As exchanges também seriam afetadas por essas medidas, forçadas a implementar medidas de conformidade mais rígidas que aumentariam o custo de operação no país. O que é ainda mais sinistro é que, ao aprovar isso em lei, os brasileiros seriam proibidos de usar qualquer protocolo de finanças descentralizadas, incluindo stablecoins como ativos operacionais.

No entanto, dado o tamanho e o escopo do mercado de criptomoedas brasileiro, a implementação de tal medida foi considerada impossível por agentes de mercado. Empresas e o governo brasileiro teriam que monitorar proativamente todas as carteiras dos usuários movimentando stablecoins e vinculá-las às suas identidades reais, uma façanha que pode não ser alcançável com a tecnologia atual.

Até mesmo grandes exchanges como a Coinbase se opuseram a essa medida, pedindo outra implementação de medidas menos intrusivas. “Acho que o Banco Central poderia reconsiderar essa questão. As stablecoins serão fundamentais para o desenvolvimento da internet do futuro e das finanças descentralizadas”, disse o VP da Coinbase, Tom Duff Gordon, em uma entrevista recente.

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