Bem-vindo ao Latam Insights, uma compilação das notícias cripto mais relevantes da América Latina na última semana. Na edição desta semana, o Congresso Brasileiro se prepara para discutir um projeto de lei de Reserva Estratégica de Bitcoin, El Salvador aprova uma lei de banco de investimento favorável ao bitcoin, e o CBDC brasileiro abandona seu elemento de bitcoin.
Latam Insights: Brasil discute reserva estratégica; El Salvador aprova lei bancária amigável ao Bitcoin

Legisladores Brasileiros Discutirão Projeto de Lei de Reserva Estratégica de Bitcoin
O Brasil pode se tornar uma das primeiras nações a aprovar explicitamente uma regulamentação promovendo o estabelecimento de uma reserva nacional de bitcoin. A câmara baixa do Congresso Brasileiro discutirá o Projeto de Lei 4501/2024, intitulado “Dispõe sobre a formação de uma Reserva Estratégica Soberana de Bitcoins pelo Governo Federal e dá outras providências” em 20 de agosto, após ter sido discutido e aprovado por diferentes comissões anteriormente.
O projeto, originalmente introduzido em novembro, visa colocar o Brasil à frente na América Latina ao estabelecer as bases para uma reserva de bitcoin gerida pelo banco central, que seria financiada com parte das reservas internacionais do país. 5% dessas reservas poderiam ser investidos em BTC, totalizando quase US$ 16,5 bilhões, de acordo com números do banco central em janeiro.
A principal justificativa para este movimento é a diversificação das reservas brasileiras, reduzindo a exposição a flutuações cambiais e riscos geopolíticos, e aumentando a resiliência econômica das finanças do país.
Nova Lei de Banco de Investimento em El Salvador Abre Portas para Produtos de Bitcoin
A recém-aprovada Lei de Banco de Investimento visa transformar El Salvador em um centro fintech na América Latina, incluindo bitcoin e ativos cripto como parte relevante desse futuro. A lei, aprovada pela Assembleia Nacional em 7 de agosto, reconhece os bancos de investimento como estruturas diferentes em comparação aos bancos padrão e permite que ofereçam mais ferramentas, como bitcoin e ativos cripto, para atrair “investidores sofisticados”.
Essas instituições, que precisam ter um capital de pelo menos US$ 50 milhões, atenderão a esse tipo de investidor, que deve ser certificado como possuidor de conhecimento em mercado financeiro e possuir pelo menos US$ 250.000 para operar.
Os novos bancos de investimento acomodarão diversos casos de uso, abrangendo processos de captação de recursos, oferecendo oportunidades de crédito e financiamento, organizando operações de câmbio e estabelecendo garantias, entre outros serviços complementares.
CBDC Drex Brasileiro Abandona Blockchain para Lançar no Próximo Ano
O Banco Central do Brasil pretende acelerar o desenvolvimento de uma moeda digital do banco central para entregar uma solução funcional o mais rápido possível. De acordo com reportagens da mídia local, drex, a Moeda Digital do Banco Central Brasileiro (CBDC), abandonará a maior parte de seus elementos de tokenização e blockchain, visando uma data de lançamento em 2026.
Fabio Araujo, coordenador do projeto drex no banco central, confirmou essa mudança, afirmando que a nova proposta será entregue em duas fases: a primeira fase não incluirá um aspecto descentralizado, com lançamento esperado para o próximo ano, e a segunda fase continuará a implementar e amadurecer tecnologias de blockchain.
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