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Doze pessoas ligadas à Onecoin são condenadas na Argentina

O grupo de indivíduos locais responsável pelo esquema da Onecoin em Córdoba, na Argentina, recebeu penas de prisão de até 9 anos e concordou em indenizar os demandantes. Outro caso envolvendo funcionários bancários ligados ao esquema de criptomoedas também está sendo julgado.

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Doze pessoas ligadas à Onecoin são condenadas na Argentina

Filial argentina da Onecoin condenada a mais de 71 anos de prisão

Embora a Onecoin, um dos maiores esquemas de Ponzi da história das criptomoedas, tenha entrado em colapso em 2019, ainda estão em andamento ações judiciais contra pessoas ligadas à operação.

A filial argentina da Onecoin, composta por 12 indivíduos, foi condenada a até 9 anos de prisão após o grupo confessar seu envolvimento no esquema. Na sexta-feira, dia 13, o 10º Tribunal Penal de Córdoba proferiu as seguintes sentenças:

  • Edgar Moreno (55), 6 anos e 11 meses.
  • Ricardo Beretta (55), 7 anos.
  • Alejandro Taylor (54), 9 anos.
  • Ariel Eduardo Morasut (47), 6 anos e 11 meses.
  • Mariana Noel López (44), 3 anos e 10 meses.
  • Manuel Peralta Guevara (65), 8 anos.
  • Andrés Matías López (42), 6 anos e meio.
  • Aldo Javier Leguizamon (57), 3 anos de pena suspensa.
  • Nancy Díaz (66), 3 anos de pena suspensa.
  • Mónica Gabriela Blasco (58), 6 anos e 11 meses.
  • Daniel Cornaglia (45), 6 anos e meio.
  • Adolfo Gustavo Amuchastegui (73), 8 anos.

O tribunal também ordenou que pagassem US$ 82.000 em indenização aos demandantes. Taylor, que não contribuiu para cobrir o valor da indenização determinado pelo tribunal, recebeu de longe a pena mais longa, tendo admitido possuir milhões e mais de 12 carros de luxo em determinado momento.

A maioria dos condenados foi presa em 2020, depois que o país recebeu uma denúncia de uma vítima que entregou cerca de US$ 70.000 ao grupo em 2018. Ainda há outro caso da Onecoin nos tribunais envolvendo uma rede de funcionários bancários que lavaram dinheiro obtido com o esquema e o transferiram para fora do país.

Ruja Ignatova, fundadora do esquema Onecoin, que recebeu mais de US$ 4,5 bilhões em investimentos, continua foragida. Ignatova está listada como uma das dez fugitivas mais procuradas pelo FBI, mas há relatos conflitantes sobre seu possível paradeiro.

Embora inicialmente o FBI tenha afirmado que ela poderia ter viajado para os Emirados Árabes Unidos, Bulgária, Alemanha, Rússia, Grécia e/ou Europa Oriental usando um passaporte alemão, outros relatos indicam que ela já poderia ter morrido em 2018.

Um site búlgaro chamado Bureau for Investigative Reporting and Data (Bird.bg) alega que Ignatova foi esquartejada e jogada no Mar Jônico por ordem de um traficante de drogas.

Perguntas frequentes

  • O que aconteceu com os operadores da Onecoin na Argentina? Um tribunal de Córdoba condenou 12 indivíduos da filial local a até nove anos de prisão por seu papel no esquema de Ponzi.

  • Que penalidades financeiras o tribunal argentino impôs? Além da pena de prisão, os operadores condenados foram obrigados a pagar US$ 82.000 em indenização coletiva aos demandantes lesados.

  • Por que Alejandro Taylor recebeu a sentença local mais severa? Taylor recebeu nove anos porque se recusou a contribuir para o fundo de indenização determinado pelo tribunal, apesar de ter admitido possuir riqueza.

  • A fundadora global do esquema Onecoin está sob custódia? A fundadora Ruja Ignatova continua foragida do FBI, embora relatos não confirmados sugiram que ela possa ter sido assassinada em 2018.

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