A desdolarização global está crescendo à medida que um economista de destaque confirma que as nações estão acelerando a mudança para moedas locais, reformulando as finanças globais com um poderoso impulso multimoeda.
Dólar Americano Enfrenta Desafio Enquanto Economista Vê Yuan, Rúpia, Rublo em Ascensão

Economista vê mudança de poder à medida que Yuan, Rupia e Rublo avançam sobre a dominância do dólar dos EUA
A desdolarização global está acelerando enquanto os países mudam para um sistema multimoeda, usando alternativas ao dólar dos EUA para o comércio, reservas e investimentos para aumentar a autonomia e a resiliência em meio a dinâmicas geopolíticas em mudança. O economista americano Jeffrey Sachs, diretor do Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Columbia, discutiu essa transformação em uma entrevista para a agência de notícias estatal russa TASS em 30 de maio.
O economista enfatizou o paralelo entre os desenvolvimentos políticos e financeiros globais, afirmando:
Estamos nos movendo para um mundo multimoeda, assim como estamos nos movendo ou já nos movemos para um mundo multipolar. Portanto, haverá um papel internacional maior para o rublo, para a rupia, para o renminbi do que no passado.
Ele apontou para um consenso crescente entre os formuladores de políticas e economistas de que a dominância do dólar dos EUA, antes considerada inabalável, agora enfrenta desafios estruturais.
Sachs elaborou sobre as dinâmicas em mudança nas finanças internacionais, prevendo um papel decrescente para o dólar nas principais funções globais. Ele opinou:
A participação das finanças internacionais em dólares dos EUA, seja para liquidar pagamentos ou para manter reservas em moeda estrangeira ou para manter investimentos, diminuirá.
Ele também afirmou que essa mudança não é uma possibilidade distante, mas sim um processo já em andamento: “Então, acho que já estamos nesse período de mudança para um sistema multimoeda.” Esta perspectiva está alinhada com iniciativas de grandes blocos internacionais, como BRICS, a Organização de Cooperação de Xangai (SCO) e a Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), que tomaram medidas ativas para promover liquidações em moedas locais e explorar novos arranjos financeiros que reduzem a dependência do dólar dos EUA. Esses movimentos são vistos por analistas como uma tendência mais ampla nas finanças globais que reflete a redistribuição do poder econômico e o desejo por maior soberania monetária.














