O banco anunciou que está considerando disponibilizar o Pix, uma rede brasileira de pagamentos instantâneos, para outros países, permitindo pagamentos e remessas internacionais por meio desse sistema. O governo dos Estados Unidos criticou o formato do Pix, pois coloca as alternativas privadas em desvantagem.
Desafiando as críticas dos EUA, o Brasil pondera a globalização da Pix

Pontos principais:
- O Banco Central do Brasil planeja lançar o Pix Internacional para conectar seus 175 milhões de usuários globalmente.
- As 200 bilhões de transações com taxas reduzidas do Pix ameaçam gigantes como Visa e Mastercard, segundo o USTR.
- O presidente colombiano Gustavo Petro quer que a Colômbia seja o próximo país a adotar o Pix.
Banco Central do Brasil planeja internacionalização do sistema de pagamentos Pix
O Banco Central do Brasil revelou seus próximos passos para continuar aprimorando e expandindo o Pix, o onipresente sistema de pagamentos instantâneos usado por quase todos os adultos no país.
De acordo com a mídia local, o Banco Central planeja lançar o Pix Internacional, um recurso padrão que permitiria a pessoas físicas e jurídicas realizar pagamentos e remessas internacionais usando a rede Pix.
Embora o Pix já esteja disponível internacionalmente na Argentina, nos EUA e em Portugal, essa nova iniciativa tornaria sua presença permanente, interconectando sistemas de pagamentos instantâneos nacionais e simplificando as liquidações. O Pix já atende a mais de 175 milhões de usuários no Brasil e já intermediou quase 200 bilhões de transações desde seu lançamento em novembro de 2020.

A iniciativa de levar a funcionalidade do Pix para outros países pode trazer consequências indesejadas para o Brasil, já que um relatório divulgado recentemente pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) afirma que o Pix coloca em desvantagem os canais alternativos de pagamento privados, pois oferece isenção de taxas e finalidade instantânea, deixando gigantes internacionais como Mastercard e Visa para trás.
No entanto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez da defesa do Pix uma bandeira de sua campanha para a reeleição nas próximas eleições, alegando que o Pix pertence ao Brasil e que ninguém irá alterá-lo devido ao serviço que presta ao povo brasileiro.
A internacionalização do Pix pode abrir um precedente para outros países, que também poderiam desenvolver seus próprios sistemas de liquidação sem utilizar os padrões internacionais atuais e prejudicando a hegemonia do dólar americano.
O presidente colombiano Gustavo Petro apoiou a internacionalização do Pix, propondo a Colômbia como o próximo destino para essa iniciativa. Criticando as ações do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), ele declarou:
“Peço ao Brasil que estenda o sistema PIX à Colômbia — e, espero, que pare de obedecer à lista do OFAC, que já não tem utilidade.”

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